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segunda-feira, julho 4, 2022
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Fosfito é aliado no controle da phaeosphaeria em milho

 

Douglas José Marques

Professor de Olericultura e Melhoramento Vegetal – UNIFENAS

douglas.marques@unifenas.br

Hudson Carvalho Bianchini

Professor de Fertilidade do Solo – UNIFENAS

Mariana Ferreira Dias

Belchior de Souza Costa

Alunos de Agronomia da UNIFENAS

 

Fosfito é aliado no controle da phaeosphaeria em milho - Crédito Shutterstock
Fosfito é aliado no controle da phaeosphaeria em milho – Crédito Shutterstock

A evolução e mudanças na tecnologia de produção do milho, aliada a plantios em condições adversas e cultivares suscetíveis a patógenos resistentes aos produtos atualmente comercializados, têm favorecido o surgimento de novas doenças, algumas delas epidêmicas, causando sérios prejuízos e perdas para os agricultores e consumidores.

Uma dessas doenças é a Mancha-de-Phaeosphaeria, ou pinta branca, que atualmente é considerada no Brasil como a principal doença do milho. Esta doença é causada pelo fungo Phaeosphaeriamaydis (P. Henn.) Rane, Payak e Renfro (sinônimo Sphaerulinamaydis), cujo estádio anamórfico é Phillosticta sp.

Trata-se de uma doença endêmica no Brasil e sua incidência e severidade vêm aumentando significativamente a partir dos anos 1990, podendo ser encontrada em praticamente todas as regiões onde o milho é cultivado.

Sintomas

Os principais sintomas da doença são lesões foliares em número variável, circulares a elípticas, que se caracterizam, inicialmente, por lesões aquosas verde-claro que vão evoluindo para acinzentadas a necróticas.

Quando ocorrem doenças foliares, a capacidade fotossintética das folhas infectadas vai sendo reduzida a partir da infecção pelo patógeno. Esta redução é causada por redução na interceptação da radiação, resultante da perda de área foliar fotossintetizante e/ou pela diminuição da eficiência de uso da radiação interceptada, devido à redução da taxa fotossintética do tecido verde remanescente. O resultado desta diminuição da área foliar aliada a outros problemas pode causar redução na produção de grãos em cerca de 60%.

Ação do fosfito

A pesquisa tem relatado que o fosfito é considerado um agente indutor de resistência a doenças foliares nas plantas e age contra diferentes patógenos. Os fosfitos são compostos originados da neutralização do ácido fosforoso (H3PO3) por uma base (hidróxido de sódio, hidróxido de potássio ou hidróxido de amônio).Esses compostos não são fitotóxicos e possuem elevada atividade fungicida. Atualmente, existem no mercado diversas formulações à base de fosfito, cuja utilização na agricultura tem se intensificado nos últimos anos.

O fosfito induz a produção de fitoalexinas que promovem a autodefesa nas plantas, favorecendo o aumento da resistência natural das plantas. Favorece também a inibição da germinação de esporos de fungos, sendo rapidamente absorvido por raízes, colmo e folhas, proporcionando maior produção.

Nesse sentido, a aplicação foliar de fosfitos pode ser uma alternativa para aumentar a resistência da planta às doenças foliares e diminuir os danos associados e elas, que causam destruição dos tecidos, necrosando e a secando prematuramente as folhas.

Ocorre, a partir das doenças foliares, a redução da interceptação da radiação solar e alterações na translocação de fotossíntatos para o enchimento de grãos.

Sintomas de Phaeosphaeria em milho - Crédito Miriam Lins
Sintomas de Phaeosphaeria em milho – Crédito Miriam Lins

Quando e quanto aplicar

É importante aplicar o produto nos períodos do dia em que a temperatura esteja mais amena, evitando-se temperaturas elevadas, dias muito frios ou chuvosos. Deve-se,também, evitar a mistura do fosfito com produtos que contenham estanho, calda sulfocálcica, óleo mineral, cobre, dimetoato, dicofol ou produtos com reação alcalina.

As doses recomendadas variam em função da fonte de fosfito utilizada sendoaplicado, geralmente, de 1 a 2 L ha-1, aos 15 dias após a germinação, repetindo-se o processo no pré-florescimento.

Fonte adequada

Os fosfitos são comercializados como sais de metais alcalinos obtidos a partir do ácido fosforoso (H3PO3), sendo os mais comuns o fosfito de potássio, fosfito de cálcio, fosfito de sódio e fosfito de amônio. Essas formulações são recomendadas como fungicidas ou como suplemento de fósforo para as plantas, sendo indicadas para diversas culturas.

No Brasil, os fosfitos são comercializados principalmente como soluções com potássio, registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento como fertilizantes para aplicação foliar ou via solo.

Dentre as várias fontes de fosfito comercializadas destacam-se o fosfito de potássio, fosfito de magnésio, fosfito de zinco, fosfito de cálcio, fosfito de molibdênio.

 

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