Frutificação da atemoia

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Gustavo Cesar Dias SilveiraEngenheiro agrônomo, mestre e doutorando em Fitotecnia – Universidade Federal de Lavras (UFLA)gcsagro@gmail.com

Atemoia – Crédito Gisele Ferreira

A utilização de bioestimulantes na agricultura tem crescido nos últimos anos, sobretudo devido ao aumento da preocupação com as questões de sustentabilidade ecológica e ambiental e à procura de novas soluções com vistas ao aumento da produtividade e/ou qualidade das culturas.

As algas marinhas se destacam por serem ricas em nutrientes (N, P, K, Ca, Mg, S, B, Fe, Mn, Cu e Zn), hormônios vegetais (citocininas, auxinas, e ácido abscísico) além de aminoácidos (alanina, ácido aspártico e glutâmico, glicina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, prolina, tirosina, triptofano e valina).

Em destaque

Umas das algas mais estudadas e utilizadas em produtos comerciais são as espécies conhecidas como pardas ou marrons, Ascophyllum nodosum (L.), Fucus spp. e Laminaria spp.. Seus produtos são considerados bioestimulantes, pois contêm compostos bioativos capazes de promover o crescimento vegetal e aumentar a produtividade.

Vários trabalhos na literatura demonstram que produtos à base de algas apresentam importantes funções na planta, entre as quais se destacam: o aumento na divisão celular e melhor desenvolvimento do fruto; atividade reguladora do desenvolvimento de raízes; influência na elasticidade e plasticidade da célula (crescimento) e presença de outros compostos que atuam na redução de danos por estresses (como déficit hídrico e temperaturas extremas).

Culturas beneficiadas

Na cultura do café, os pesquisadores Fernandes e Silva (2011) mostraram que a aplicação do extrato de algas é extremamente eficiente, especialmente quando associada à irrigação, com acréscimo de até 43% na produtividade do cafeeiro cultivado em condições de Cerrado.

Para a cultura da uva, os pesquisadores Norrie e Keathley (2006) estudaram os benefícios de um extrato de algas marinhas (A. Nodosum) em uva de mesa (Thompson Seedless) ao longo de três anos e observaram, ao fim desse período, aumento de produtividade (60,4%), de tamanho (12,4%) e peso (38,8%) das bagas.

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