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Hora roçar o sítio: limpeza mecanizada traz agilidade para proprietários

Carlos Pedrosa, Professor da Una Sete Lagoas. Crédito: Arquivo pessoal

A chegada da estiagem típica das épocas mais frias do ano é a hora que os proprietários de chácaras, sítios e de demais áreas pequenas começam a planejar a manutenção de seus terrenos. Porém, a limpeza com foice e enxada é trabalho demorado, sacrificante e hábito que tem ficado cada dia mais no passado, com o surgimento das diversas opções de técnicas e serviços de limpeza mecanizada.

Mas, atualmente, quais são as melhores maneiras para limpar o mato de uma chácara, de um lote, de jardim, de uma horta ou de um lote vago? “Há diversas formas de limpar o mato: manual, que é a capina com enxada; a mecanizada, feita com maquinários; e com herbicidas”, cita o professor do curso de Agronomia, da Faculdade Una Sete Lagoas, Carlos Pedrosa. O professor é engenheiro agrônomo, mestre e doutor em olericultura (estudo das hortaliças). A Una faz parte do Ecossistema Ânima de ensino.

Entre as três opções mais tradicionais, a que o professor menos recomenda é com o uso de herbicidas. “É um risco à saúde. E seu uso não se justifica para a limpeza de áreas relativamente pequenas, como um lote, uma horta, ou uma área que tivermos em casa. Antes de utilizar estes produtos são necessários consultoria e planejamento de um agrônomo e, na aplicação, uso de equipamentos de proteção individual (EPI)”, alerta.

Décadas atrás era comum nas áreas rurais encontrar profissionais que faziam a limpeza manual de terrenos com enxada e foice. Hoje, o cenário é diferente e a mão de obra para estas atividades está cada vez mais escassa. Neste sentido, a escolha pela limpeza mecanizada é solução rápida, prática e com mais segurança para o trabalhador que a desempenha.

Se o lote ou as demais áreas são pequenas, avalia o professor da Una Sete Lagoas, a contratação de empresa talvez não compense. “Pois há o custo da empresa e o valor pago ao trabalhador. A solução mais econômica é contratar diretamente o trabalhador”, compara. Neste caso, há opção de contratar quem domine a limpeza tradicional, ainda que com poucas opções, mas também, quem saiba fazer a roçagem mecanizada, mas com os cuidados de segurança necessários.

Limpando com máquinas

Limpeza mecanizada de terreno. Operador protegido com EPIs. Crédito: Pexels

“Porém, se há alguma urgência para o proprietário, é melhor pagar uma empresa. Pode ser no caso da venda do terreno; ou se os vizinhos estão incomodados com o terreno sujo, o que pode gerar insetos, entre outros problemas, como neste período do surto de Dengue”, diz. Em áreas maiores, considera o professor, costuma-se contratar operadores de trator para fazer esta limpeza.

A limpeza com maquinário já é encontrada em muitas cidades do país. Basta fazer a busca no Google ou em redes sociais com o termo “capina mecanizada de terreno”, por exemplo, e acionar os profissionais ou empresas que são listados. “É importante que, no momento de fazer os orçamentos, o proprietário já tenha o tamanho da área a ser limpada, a localização do terreno e a situação do local: se o mato está baixo ou alto, se há muita pedra, entulho, entre outros”, sugere. Nestes serviços particulares, há equipamentos que fazem apenas a roçagem (corte do capim rente ao chão), mas também, a capina (arranque da planta com a raiz).

O professor da Una lembra que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Sete Lagoas, cidade em que atua como docente, aplica multas aos donos de lotes que estão com o mato muito alto ou que guardam grande quantidade de entulho. “Esta multa é embasada na Lei Complementar nº 34, de 11 de agosto 1998. Portanto, utilizando ou não o terreno é necessário mantê-lo limpo para evitar essas multas. A limpeza feita uma ou duas vezes por ano é suficiente”, aponta. “A limpeza de lotes atinge a todos nós. Nossa saúde depende dessa manutenção. Que a gente consiga fazer isso de forma cada vez mais eficiente”, concorda.

Faça você mesmo
Para quem pensa em comprar algum tipo de “roçadeira” – elétrica ou a gasolina (motor dois tempos) – e fazer a limpeza do próprio terreno de área pequena, aqui seguem algumas orientações de quem entende do assunto:
   

  • Há diversos tipos de marcas nacionais e importadas, em preços que podem variar de R$ 600 a R$ 5 mil, sem considerar o valor dos EPIs e cursos de treinamento – no caso das roçadeiras mais profissionais que possuem mais recursos.
  • Neste caso, o professor Carlos Pedrosa alerta para que sejam usados todos os EPIs para operador de roçadeira: bota de segurança, protetor facial, luvas, protetor auricular, capacete, tela protetora de roçagem. Há inclusive cursos para aprender a lidar com o equipamento. “São equipamentos perigosos, sim, e que requerem um investimento inicial alto. Mas é um maquinário que será usado para o resto da vida praticamente. Tendo treinamento e cuidado com o uso dos EPIs, pode ser um bom recurso para quem tem um terreno maior”, avalia.
  • O professor explica que as roçadeiras com lâmina de aço são as mais perigosas. Estas são utilizadas para serviços pesados, chegando a cortar até pequenos tocos. Porém, alerta, se a lâmina esbarrar em uma pedra, ela será arremessada para qualquer direção. E é aí que mora o perigo. O estilhaço pode atingir gravemente o próprio operador ou alguém que esteja na área, ainda que longe. Por isso, da “tela protetora de roçagem” também é primordial, pois ela funciona como uma barreira em torno do operador.
  • Existem ainda as roçadeiras quem cortam o mato com a chamada “fita de plástico” (espécie de fio que, em alta velocidade, corta o mato menos denso). Elas são menos perigosas, mas também, pedem o uso do “kit de EPI do operador de roçadeira”.
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