20.6 C
Uberlândia
quinta-feira, novembro 9, 2023
- Publicidade -
InícioArtigosGrãosICL lança livro “Manejo de Fertirrigação“

ICL lança livro “Manejo de Fertirrigação“

O livro aborda uma série de questões comuns ao manejo de fertirrigação que ocorrem rotineiramente são discutidas de forma didática, em linguagem clara e com algumas ilustrações

 

Foto 01A ICL acaba de lançar o livro “Manejo de Fertirrigação“, de autoria de Luiz Dimenstein, renomado profissional da área. O link para download livre em pdf está no do site web da ICL Specialty Fertilizers: https://icl-sf.com/br-pt/pastas-download/

“Escrevi esse livro para o agricultor irrigante que deseja efetuar e otimizar fertirrigações no seu dia a dia com ênfase na palavra ‘manejo’, ou seja, tomada de decisões para suprir nutrientes, ajustar e corrigir pH, salinidade, demandas e balanços manipulando o uso e doses dos fertilizantes solúveis e com fácil identificação do status de disponibilidade dentro do chamado ‘bulbo molhado’, onde as raízes ativas absorvem a solução nutritiva do solo, evitando os extremos de carências ou de excessos de cada nutriente relevante“, relata Luiz Dimenstein.

Ainda segundo ele, o livro evolui em uma sequência lógica de premissas que suportam o método com a decisão de quais fertilizantes escolher, quais doses utilizar, como efetuar correções nas fertirrigações e fugir de ‘receitas prontas’ de recomendações.

Premissas

A primeira premissa é sobre salinidade, em uma revisão sobre o que, de fato, é relevante nesse tema, com o entendimento sobre CE = Condutividade Elétrica que indica níveis de salinidade em proporcionalidade fácil de entender e de dominar via manejo de fertirrigação.

A segunda premissa é sobre pH, mostrando como os vários nutrientes se comportam em diferentes faixas de pH na solução do solo e como manipulá-los via fertirrigação com a escolha dos fertilizantes de tendência ácida ou alcalina para correções, se necessário for, e a manutenção dentro do nível de tolerância ou desejado.

A terceira premissa é a expressão ppm ” parte por milhão, que direciona a disponibilidade dos vários nutrientes nessa ordem de grandeza, enquanto os fertilizantes comerciais estão com suas garantias sempre em percentagem.

A quarta premissa é apresentar o método dos Extratores de Solução do Solo por sucção avácuo e análise rápida com kits colorimétricos, de titulação ou turbidez para identificar a disponibilidade de cada nutriente na solução nutritiva do solo.

O tempo de cada análise é entre um a dois minutos e pode ser efetuado no campo, identificando, por exemplo: nitratos, fosfatos, potássio, cálcio, magnésio, sulfatos, cloretos, além de pH e CE.

Todos os nutrientes são identificados em concentrações na solução do solo em ppm. A apresentação dos kits é feita com ilustrações e o passo a passo sobre como efetuar as análises de modo simples e fácil direto pelo agricultor. Nesse item, se apresentam exemplos de interpretações e os parâmetros com intervalos para cada nutriente para cerca de 120 cultivos como referências de suporte para o manejo.

A quinta premissa é a comparação entre “Quantidade x Concentração“, onde se discute critérios de adubação para a agricultura tradicional de sequeiro em doses como kg/hectare ou g/planta, enquanto que o novo conceito seria em g/m3, ou seja, migrar para dosar concentrações nas injeções de fertilizantes solúveis nas fertirrigações e a partir daí identificar, ajustar e controlar a CE na solução do solo para decidir doses.

A sexta premissa é o desfecho, em que todas as premissas anteriores deram suporte para elaboração de uma base para uma regra de três simples para dosificar as fertirrigações do dia a dia para facilitar as dosagens sem receio de erros. Chamamos essa premissa de ‘Regra de Ouro para Fertirrigação’, em que a aplicação de 100g/m3 passa % para ppm.

Assim, por exemplo, se um fertilizante solúvel NPK 20-20-20 for aplicado na proporção de 100g para cada 1m3 de irrigação, estaremos aplicando 20 ppm de N, 20 ppm de P2O5 e 20 ppm de K2O. De forma proporcional, se a aplicação for de 200g para cada 1m3, estaremos aplicando 40 ppm de cada nutriente, e assim por diante na proporcionalidade.

Importante identificar o volume de rega naquela área para saber quantos metros cúbicosestão sendo aplicados, e isso é fácil, identificando a vazão, já que é comum o irrigante usar irrigação por tempo, como uma ou duas horas de rega, mas ao identificar o volume da rega podemos usar essa nova regra de ouro. Se, por exemplo, o volume de irrigação em uma determinada rega for de 40m3 e a dose escolhida de 200g/m3, citada antes, então ao aplicar 200g x 40m3 = 8kg nessa área e os 40 ppm foram aplicados.

Se alterar a fórmula do fertilizante, basta considerar que sua garantia em % passará a ppm para 100g/m3. Alguns novos exemplos são apresentados para melhor fixar o uso simples e proporcional da Regra de Ouro para Fertirrigação.

Perguntas e respostas

A partir daí o livro entra na parte de Perguntas & Respostas, em que uma série de questões comuns ao manejo de fertirrigação que ocorrem rotineiramente são discutidas de forma didática, em linguagem clara e com algumas ilustrações. É um formato que traz conhecimento em um formato típico de serviço de extensão rural para chegar ao público-alvo que realmente interessa, que é o agricultor irrigante.

 

Essa matéria você encontra na edição de setembro 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

ARTIGOS RELACIONADOS

Monitoramento de umidade do solo – Viável até para pequenos produtores

  Diante da maior crise hídrica dos últimos tempos, a saída para o agricultor que irriga é, sem dúvida, lançar mão de soluções inovadoras baseadas...

Mudas – O ponto alto do plantio de couve-flor

Emanuele Possas de Souza Graduanda em Engenharia Agronômica, FCAT/UNESP Pâmela Gomes Nakada Freitas Engenheira agrônoma e professora assistente, FCAT/UNESP pamelanakada@dracena.unesp.br Antonio Ismael Inácio Cardoso Engenheiro agrônomo e professor titular, FCA/UNESP Felipe...

Intercalação de uva com abobrinha e uso de tela vermelha

O cultivo de abobrinha no solo e a uva por cima otimiza a mesma área com o plantio dessas duas culturas. E o uso...

Correto manejo de adubação da abóbora tetsukabuto

A abóbora tetsukabuto apresenta características mercadológicas e produtivas atrativas aos olericultores, principalmente do Estado de Minas Gerais, polo produtor da cultura no Brasil, como a rusticidade, precocidade, valor agregado compensatório, elevado potencial produtivo (8 a 15 ton ha-1, a depender da cultivar), uniformidade dos frutos, resistência ao manuseio e tempo de prateleira extenso.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!