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sábado, julho 2, 2022
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Incremento diamétrico do mogno africano em resposta a diferentes sistemas de cultivo

José Edmar Urano de Carvalho

Pesquisador em Fruticultura Tropical da Embrapa Amazônia Oriental

jose.urano-carvalho@embrapa.br

Fotos Ronaldo Rosa

O mogno africano tem sido uma das espécies preferidas dos reflorestadores no Brasil, em razão da facilidade de produzir as mudas e elevado valor econômico madeireiro que representa no mercado internacional.

O cultivo do mogno africano contribui para o aumento de oferta de madeira para as grandes indústrias dos polos moveleiros. Neste sentido, quando é realizado o cultivo florestal para fins comerciais é importante empregar técnicas de manejo adequadas para alcançar a produtividade satisfatória, que vai desde o plantio até a colheita.

 

Produção nacional

 

A quase totalidade dos plantios de mogno africano foram implantados há pouco mais de oito anos. Somente no Estado do Pará está havendo corte de mogno africano, e mesmo assim em quantidades inexpressivas. Estima-se que existam entre 10 e 12 mil hectares plantados com mogno africano no Brasil (dados não oficiais).

 

Principais regiões produtoras

Medição de árvore de mogno africano

As maiores áreas plantadas estão situadas na Amazônia e na região sudeste, especialmente no Estado de Minas Gerais. Plantios em pequena escala são encontrados em todos os Estados brasileiros, do Piauí ao Rio Grande do Sul.

O mogno africano é um sucedâneo do mogno brasileiro, cuja extração em florestas nativas é proibida por lei. O mogno africano tem taxa de crescimento bem maior que o mogno brasileiro e não é atacado pela broca das ponteiras (Hypsipylagrandela), que se constitui o principal problema para o cultivo do mogno brasileiro. Quando a planta é atacada por essa praga, ela começa a lançar ramos a menos de 1,5 m de altura, não formando fuste.

 

Volume diamétrico

 

O mogno africano é uma espécie que nos primeiros cinco anos cresce bastante em altura. A partir do sexto ano a taxa de crescimento em diâmetro é expressiva, atingindo a taxa de 05 cm por ano. Isto significa dizer que com mais 10 anos a árvore atinge diâmetro na altura do peito superior a 50 cm.

 

Manejo

 

Não existem estudos consistentes sobre o melhor manejo. Geralmente, quando em monocultivo a espécie tem sido plantada no espaçamento de 05 m x 05 m. No caso da Amazônia, que tem sido utilizada como componente arbóreo de sistemas agroflorestais, o espaçamento deve ser no mínimo de 25 m x 25 m, pois o mogno africano tem sistema radicular superficial e bastante agressivo. Em áreas com estação seca severa há necessidade de irrigação suplementar.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro /outubro de 2018 da Revista Campo & Negócios Floresta. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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