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sexta-feira, agosto 12, 2022
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Inoculação garante mais produtividade para a soja

Naiana de Mello

Mestre em Agronomia e coordenadora técnica na Cooperativa Agrícola Água Santa

naiana@coasars.com.br

FotosShutterstock
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O desenvolvimento de novas tecnologias conta com inúmeras alternativas que buscam contribuir com os sistemas agrícolas tradicionais de cultivo e o uso de fertilizantes e agroquímicos em busca de maior produção e qualidade de produtos.

O desenvolvimento e a adoção destas tecnologias visam aumentar a produção de alimentos sem elevar os custos de produção, de maneira a ser viável e sem que ocorra agressão ao meio ambiente sendo, desta forma, sustentável. E, para alcançar altos rendimentos de grãos, é necessário o uso de alguns recursos, como o investimento na nutrição das plantas de forma a suprir suas necessidades.

Neste contexto, o nitrogênio (N) é um dos elementos necessários em maior quantidade para o funcionamento adequado das plantas, pois faz parte, por exemplo, de nucleosídeos de fosfato e aminoácidos, que compõem a estrutura dos ácidos nucleicos e das proteínas.

O nitrogênio é um dos nutrientes mais importantes, pois a maioria dos ecossistemas, depois de serem fertilizados com ele, apresenta expressivos ganhos de produtividade (TAIZ & ZEIGER, 2004). É, portanto, um limitante da produção, principalmente de culturas de grãos de alto rendimento.

Soja

Na cultura da soja a fixação biológica de nitrogênio (FBN) contribui significativamente com o aporte de N. A FBN promove a conversão de N gasoso (N2) em outras espécies químicas nitrogenadas e é realizada por alguns organismos, que empregam o N fixado na biossíntese de proteínas e ácidos nucleicos (NUNES et al., 2003).

Para isso, existem rizobactérias, consideradas promotoras do crescimento de plantas, que proporcionam diversos benefícios devido às alterações que podem causar no metabolismo das mesmas (BURDMAN et al., 2000), além da FBN.

FotosShutterstock
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Origem

As bactérias fixadoras de N são encontradas na natureza na forma de vida livre ou em associação com plantas, e estão, em geral, amplamente distribuídas no solo (DIDONET et al., 2000).

Existem inúmeras bactérias identificadas e capazes de fixarem N2 e fornecê-lo às plantas por meio de associação, principalmente com raízes. Alguns microrganismos fixadores de N podem ser citados por associarem-se às raízes das plantas, como o gênero Rhizobium, Bradyrhizobium, Frankia, Burkholderia, Azotobacter,Herbaspirillum, Acetobacter e Azospirillum.

Benefícios

Os benefícios destas bactérias podem ser diretos e indiretos. Entre os primeiros são destacados o processo de fixação biológica de nitrogênio, produção de fitormônios (sobretudo as auxinas) e a solubilização de fosfato inorgânico.

Os benefícios indiretos estão relacionados à indução sistêmica de resistência a doenças, controle biológico e produção de compostos orgânicos que captam ferro (sideróforos) (DOBBELAERE & OKON, 2007).

Para a soja

A utilização, em práticas agrícolas, das bactérias do gênero Azospirillum está tornando-se relevante. A inoculação com a bactéria Azospirillum spp. tem sido alternativa para aumentar o rendimento de grãos de muitos cereais no campo em até 30%, e ainda maiores em condições controladas (BASHAN & HOLGUIN, 1997).

Considerando este fato e o associando aos inúmeros benefícios da inoculação de soja com bactérias do gêneroBradyrhizobiumé que se pensou na tecnologia de inoculação destas bactérias isoladas.

A inoculação

A técnica de inoculação mista consiste na utilização de combinações de diferentes microrganismos, os quais produzem um efeito múltiplo. Ocorre, desta forma, a potencialização da nodulação e o maior crescimento radicular em resposta à interação positiva entre as bactérias simbióticas (Bradyrhizobium e Rhizobium) e as bactérias diazotróficas, em especial aquelas pertencentes ao gênero Azospirillum.

Um fator importante na inoculação de bactérias diazotróficas em sementes deve levar em consideração que estas estão amplamente distribuídas nos solos. Portanto, a inoculação à base de bactérias do gênero Azospirillum deve competir satisfatoriamente com as bactérias diazotróficas nativas e com a microflora do solo (DIDONET et al., 2000).

A capacidade competitiva das bactérias diazotróficas com outras é alta somente quando as condições são de baixa disponibilidade de N no ambiente (SILVA et al., 2007).

Essa matéria completa você encontra na edição de dezembro 2015  da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

 

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