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quarta-feira, julho 6, 2022
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Inovações em híbridos de milho avançam no País

Autores

Lucas Anjos de Souza
Doutor e mestre em Biologia Vegetal, e professor do Polo de Inovação em Bioenergia e Grãos – IF Goiano, Campus Rio Verde
lucas.anjos@ifgoiano.edu.br
Polyana Cristina dos Santos Sales
Engenheira agrônoma e pós-graduanda em Bioenergia e Grãos – IF Goiano
polyanasalesrv@hotmail.com

Com uma área plantada que chegou a 4,6 milhões de hectares na segunda safra 2018/19, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o principal Estado produtor de milho continua sendo uma vitrine tecnológica para quem busca produzir mais e melhor. Para se destacar, os produtores investem em híbridos que trazem ganhos em produtividade, sanidade e alta tolerância ao complexo de enfezamento e virose.

O milho é um dos principais cereais cultivados no mundo e em nosso país ele ocupa o segundo lugar como grão mais cultivado. O grande avanço na produção deste grão vem em decorrência do avanço tecnológico tanto em híbridos de milho quanto nas técnicas culturais empregadas. Atualmente, tem-se disponível no mercado uma gama de opções de híbridos de milho com alto valor tecnológico que entregam altas produtividades.

Em destaque

Alguns híbridos ganham destaque quando entregam em seu pacote não somente um alto teto produtivo, mas também garantem sanidade foliar e tolerância ao complexo de enfezamento e virose. Neste segmento, um híbrido ganha destaque, com altíssimo potencial produtivo, extremamente estável, com qualidade de colmo e sistema radicular profundo e ainda é tolerante ao complexo de enfezamento e virose em ambientes com exposição. Além disso, conta com uma tecnologia que combina proteção da raiz do milho contra Diabrotica speciosa (larva-alfinete) e proteção contra as lagartas da parte aérea.

Manejo diferenciado

Híbridos que entregam alto teto produtivo e contam com avançadas tecnologias devem ser utilizados em associação com técnicas culturais adequadas e recomendadas tecnicamente por um profissional apto que reconhecerá o ambiente de produção ideal para cada híbrido, assim como a população ideal de cada um de acordo com o histórico de produção de cada talhão, fatores climáticos, épocas de plantio e fertilidade do solo.

Com o manejo de adubação e controle de pragas e doenças adequado, aliado ao uso de híbridos e tecnologias de alta performance para cada ambiente de produção, é cada vez mais comum o alcance de 10-12 toneladas por hectare (em segunda safra), o que significa uma produtividade de quase 200 sacas por hectare.

Sem erros

Os erros mais frequentes compreendem o mau uso da tecnologia empregada pelo material, tanto em questões de controle de plantas daninhas como de pragas na cultura. Ainda, o fato do uso contínuo de um mesmo herbicida nas culturas de milho e soja aumenta a possibilidade de plantas daninhas resistentes.

Os erros podem ser evitados com a utilização de herbicidas com diferentes mecanismos de ação na cultura e atenção ao momento correto de utilização destes herbicidas. Quando se trata de melhor uso das tecnologias disponíveis no mercado, faz-se necessário saber o momento adequado de aplicação a fim de economizar em inseticidas e manter a tecnologia eficiente ao longo do tempo.

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