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quarta-feira, julho 6, 2022
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Inteligência emocional no mundo dos negócios

Phabricia Vanzei Coach em Gestão e Liderança no Agro

Instagram @phabriciaagro //Facebook Phabricia Vanzei

Foto: Divulgação

Com base nos estudos feitos no Manual de Excelência do Coaching Integral Sistêmico (Febracis), não é à toa que a Harvard Business Review saudou a Inteligência Emocional como uma das ideias empresariais mais influentes da década à época do lançamento do primeiro livro de Daniel Goleman, em 1995.

Como já dito, as grandes empresas têm valorizado cada vez mais as habilidades de IE de seus funcionários, principalmente naqueles que se encontram em uma posição de liderança. Eles entendem o equilíbrio entre as habilidades racionais e emocionais como essencial para a geração de bons resultados.

O Quociente de Inteligência (QI) é muito importante para a análise das capacidades técnicas. Em uma seleção para um cargo de gestão, por exemplo, é comum ser o primeiro aspecto a ser avaliado nos concorrentes. Acontece que, para cargos superiores, é normal os candidatos terem experiência e serem altamente capacitados, tornando o conhecimento técnico não mais um diferencial.

Essa situação, em que os requisitos intelectuais são preenchidos e os candidatos são “peneirados’’ em termos de intelecto e destreza é denominado “efeito do andar de cima” por Daniel Goleman. Nesse momento, o que realmente faz a diferença entre os participantes que permanecem na seleção é a inteligência emocional. Isso garante uma liderança eficaz e focada em pessoas.

Portanto, pode- se dizer que as habilidades de IE têm sido exigidas principalmente para quem representa um papel de líder, em que o desempenho e o relacionamento no ambiente de trabalho permitem influenciar o comportamento dos demais integrantes da equipe na busca dos objetivos organizacionais.

Goleman, inclusive, argumenta que a chave para a liderança está na capacidade de ser inteligente emocionalmente, e não no Q1. Um líder precisa ter competências de persuasão e inspiração, e ser capaz de enfatizar e articular sentimentos, o que é possível para alguém com inteligência emocional bem desenvolvida, mas não necessariamente está relacionado a um alto QI.

Para exemplificar a importância dessa qualidade entre líderes, basta imaginar o comportamento dos profissionais no ambiente de trabalho de acordo com as circunstâncias. Em situações de crise e extremo estresse, destaca-se quem tem a capacidade de lidar com as próprias emoções a ponto de não apresentar reações perturbadoras e não misturar o pessoal com o profissional.

Goleman afirma também que a IE é a competência “discriminatória” que melhor prevê quem será o melhor líder dentro de um grupo de profissionais. Para o autor, o QI e as aptidões técnicas são importantíssimos na excelência de funções operacionais dentro das empresas, mas que essas habilidades perdem consideravelmente a relevância quanto mais alto for o cargo.

Fica claro então que, para ser  um bom líder, o indivíduo precisará de aptidão para lidar com as emoções (suas e dos outros), facilidade de interação e destreza para conduzir, negociar e solucionar conflitos e limitações. O verdadeiro líder conduz a equipe com humildade, sabedoria e naturalidade, e usa o máximo de suas competências emocionais.

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