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quarta-feira, fevereiro 21, 2024
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Mais produtividade para o tomateiro com a nutrirrigação

Autora

Raíra Andrade Pelvine
Engenheira agrônoma e doutoranda em Agronomia/Horticultura, Unesp/Botucatu
raira_andpelvine@hotmail.com

Créditos Shutterstock

A nutrirrigação via gotejo, técnica de levar a solução nutritiva junto da água, aumenta a produtividade da lavoura de tomate, visto que a água e o nutriente caem direto na raiz da planta. Isso porque a aplicação dos nutrientes na forma mais disponível para planta acaba por favorecer a absorção desses minerais, e como consequência a metabolização é mais rápida pela planta.

Outras vantagens estão na melhora da qualidade dos frutos e na sanidade da planta, proporcionada pelo equilíbrio metabólico, devido à disponibilidade de nutrientes. Com a implantação do sistema, a produção por planta pode aumentar em torno de 0,40 kg por planta.

Conforme a Embrapa-DF, os benefícios do sistema são:

Ü Economia de mão de obra para aplicação (sistema é auto suficiente);

Ü Economia e eficiência no uso de fertilizantes, pois estes se encontrarão na forma solúvel, sendo prontamente absorvidos pelas raízes;

Ü Controle da profundidade da aplicação, em função da lâmina de água;

Ü Menor compactação do solo e danos físicos à cultura.

Dificuldades do uso da fertirrigação:

Ü Alto custo inicial de implantação do projeto;

Ü Manutenção do sistema de irrigação em função de entupimento, pela formação de precipitados e corrosão causada por alguns elementos;

Ü Escolha correta de fertilizantes;

Ü Requer pessoal especializado;

Ü Importante lembrar que, primeiramente, o produtor deve saber qual material genético vai usar e as condições financeiras para a implantação do sistema.

Cuidados

O alerta fica para aqueles que não regulam o pH e o EC, deixando desequilibrada a calda e causando danos à disponibilidade de nutrientes.

O cuidado, principalmente na preparação da calda, no momento da diluição, é fundamental pois há nutrientes que não podem ser diluídos no mesmo tanque, devido à formação de precipitados, ficando então indisponíveis para as plantas e podendo até danificar o sistema de aplicação da fertirrigação.

Portanto, deve ser realizada uma diluição com nutrientes que combinam separados dos demais que formam precipitados (ex. para os macronutrientes existem algumas restrições quanto ao fósforo, cálcio, enxofre e magnésio). Para os micronutrientes, embora sejam usados em pequenas quantidades, o ferro, manganês, zinco e cobre estão presentes em solos e substratos, principalmente como óxidos e hidróxidos, podendo reagir com sais da água de irrigação e precipitação e entupimento. O boro e o molibdênio, por exemplo, são pouco solúveis.

Outro fator é a correção do pH da calda para em torno de 5,5 a 6,5, podendo variar entre os materiais. Esse controle deve garantir a disponibilidade dos elementos e a correção da condutividade elétrica (EC), que é a concentração de sais disponíveis da solução.

Investimento x retorno

A fertirrigação exige um investimento mais alto, porém, o retorno começa logo nas primeiras colheitas. Há uma eficiência na aplicação de água que chega a 95%, em alguns modelos de sistemas diminuindo o uso de produtos fitossanitários em até 20%.


Entenda mais

Nutrirrigação ou fertirrigação é o fornecimento dos nutrientes essenciais para que a planta complete o ciclo. Para o tomate, é preciso salientar que a cultivar ou material genético utilizado interfere diretamente na exigência nutricional, pois há diferentes espécies, como: tomate cereja, salada, italiano, entre outros.

Há uma relação entre o equilíbrio nutricional e a diminuição na incidência de doenças na planta, melhorando a sanidade e diminuindo o uso de produtos fitossanitários ao longo do ciclo da cultura.

Recomenda-se, no gotejo, o uso de fertilizantes mais solúveis, principalmente pela alta disponibilidade e a diluição ser melhor em água.

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