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sexta-feira, agosto 12, 2022
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Mais vigor e desenvolvimento para as florestais

 

Fernando Simoni Bacileri

Engenheiro agrônomo, M Sc. e doutorando em Agronomia na Universidade Federal de Uberlândia ” UFU

feagro@hotmail.com

José Geraldo Mageste

Engenheiro florestal, Ph.D e professor da UFU/ICIAG

jgmageste@ufu.br

Ariel Santivañez Aguilar

Engenheiro agrônomo e mestrando em Agronomia na UFU

ariel_agro@mestrado.ufu.br

Crédito Embrapa Cerrados
Crédito Embrapa Cerrados

A utilização de aminoácidos na agricultura tem sido cada vez mais praticada no Brasil e no mundo, em diversas culturas. O número de empresas e a diversidade de produtos à base de aminoácidos comercializados é cada vez maior.

Os aminoácidos desempenham uma função de complemento da adubação. Eles contribuem para elevar os rendimentos na produção da maioria das culturas, como também melhoram os padrões de qualidade. Os aminoácidos agem diretamente no metabolismo das plantas, sendo incorporados ao processo com considerável economia de energia.

Manejo

Considerando-se o desenvolvimento das espécies florestais, são diversas as oportunidades de emprego, desde a formação das mudas, passando pelo plantio até o desenvolvimento dos povoamentos. Algumas situações justificam a necessidade da aplicação de produtos formulados com aminoácidos. Dentre elas estão:

ð Transplantio de mudas ” a alteração das condições ambientais com a retirada das mudas do viveiro para o campo pode gerar estresse e resultar em morte de muitas raízes. Isso leva à paralisação do metabolismo, com consequente morte de plantas. A aplicação de aminoácidos deverá ocorrer antes ou após o transplante, com o objetivo de facilitar o pegamento no campo e, consequentemente, manter a população original.

ðApós a aplicação de herbicidas ” considerando que a intoxicação de plantas não-alvo por herbicidas pode afetar o potencial de desenvolvimento, além detorná-las suscetíveis ao ataque de pragas e doenças, o fornecimento de produtos compostos por aminoácidos resulta em rápida recuperação do metabolismo e maior sanidade das plantas.

ðCom a adubação foliar ” uma importante característica dos aminoácidos está relacionada à absorção e ao transporte de minerais na planta. Existem exemplos, como o caso do enxofre, que é transportado na forma de metionina ou cisteína, dois aminoácidos sulfurados; do cobre, que por sua vez é transportado complexado com aminoácidos e proteínas, e do nitrogênio transportado sob a forma de compostos orgânicos, em que os aminoácidos são veículos transportadores.

ð No crescimento e desenvolvimento das plantas – os aminoácidos desempenham funções no metabolismo e na regulação da produção de hormônios vegetais que são imprescindíveis ao desenvolvimento das plantas. Um exemplo é o triptofano, precursor do mais importante hormônio de crescimento radicular e da parte aérea das plantas, a auxina.

ð Na prevenção e recuperação de estresse ” as florestas estão inevitavelmente sujeitas às condições de déficit hídrico e às grandes variações de temperatura, sejam altas ou baixas. A duração do estresse é determinante, sendo que quanto maior for o período que as plantas se mantiverem sob estresse, maiores serão os efeitos negativos. A presença do aminoácido prolina, por exemplo, é um indicador de estresse hídrico. A aplicação de aminoácidos induz a uma rápida resposta aos efeitos deste e a uma considerável redução do gasto de energia para síntese de proteínas.

Dosagem recomendada

Como as matérias-primas e composições dos produtos disponíveis no mercado são variadas e geralmente os aminoácidos estão presentes em formulações com “mix“ de diferentes aminoácidos misturados, os agricultores devem verificar a idoneidade dos fabricantes e considerar as recomendações e especificações de uso cada produto para a cultura.

Além das variações nas diversas composições dos produtos, a dosagem também depende da cultura e das condições fisiológicas em que as mesmas se encontram. Plantas mais novas (até um ano de idade) necessitam de menor dosagem que plantas mais velhas. Tem sido comum, por exemplo, a aplicação em rebrotas, a fim de fortificar as mesmas.

Os benefícios indiretos devem ser avaliados, sendo importante enfatizar que a aplicação de aminoácidos é uma ferramenta de manejo utilizada com o objetivo de evitar perdas, uma vez que a morte de mudas, crescimento reduzido, sistema radicular ineficiente, fitotoxidez por herbicidas, deficiências nutricionais, entre outros fatores, vão influenciar na eficiência produtiva dos povoamentos.

Apesar da relevância da adubação com aminoácidos, poucos trabalhos existem na literatura mundial sobre o uso deles em espécies florestais, dentre essas o eucalipto. Em função dos efeitos dos aminoácidos e das dificuldades em se determinar seus modos de ação sobre as plantas, devem-se aumentar as pesquisas com esses compostos para melhor estabelecer a contribuição dos mesmos na produção de florestas.

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro/novembro  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua para leitura integral.

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