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sábado, agosto 13, 2022
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Manejo integrado com soluções biológicas

Daniele Maria do Nascimento Engenheira agrônoma e doutora em Agronomia (Proteção de Plantas) – UNESP Botucatudonascimentodm@gmail.com

Marcos Roberto Ribeiro JuniorEngenheiro agrônomo e doutorando em Agronomia (Proteção de Plantas) – UNESP, Botucatumarcos.ribeiro@unesp.br

Mofo-branco soja – Crédito: Daniel Cassetari

O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é uma das principais doenças em várias culturas de importância econômica, dentre elas a soja, onde já foram relatadas reduções de produtividade de até 70%. Em condições de clima favorável, temperatura amena e períodos chuvosos, caso não adotada nenhuma medida de controle, as perdas podem chegar a 100%.

O primeiro relato dessa doença no Brasil ocorreu em 1921, em lavouras de batata no Estado de São Paulo. Naquele ano, as condições climáticas (temperaturas amenas e ocorrência de precipitações) foram extremamente favoráveis ao desenvolvimento do fungo.

A partir da safra 2003/04, a doença se disseminou rapidamente para várias outras regiões produtoras, devido ao uso das sementes piratas de soja e de outras culturas, como o feijão, oriundas de campos infectados e que carregavam os escleródios.

Uma vez instalado na lavoura, é quase impossível erradicar por completo o mofo-branco e isso dá principalmente pelas suas estruturas de sobrevivência (os escleródios), e a ampla gama de hospedeiros.

Quando e como ocorre

A incidência do mofo-branco na soja começa no período de floração plena (estádio R2) e se estende até a formação de grãos (estádio R5). Os primeiros sintomas são observados no ponto de inserção dos pecíolos.

O fungo começa a colonizar essa região, e vão surgindo áreas descoloridas, bem como uma massa de micélio branco, com aspecto cotonoso, nas hastes, ramos e vagens das plantas. Com o avanço da doença, começam a aparecer por entre esses micélios, estruturas maiores, negras e rígidas, com formato variável, que são os escleródios.

Condições para o patógeno

Quanto às condições climáticas, o patógeno requer temperaturas baixas e períodos chuvosos para sobreviver, e se manifesta especialmente em áreas acima de 600 metros de altitude. Com isso, o mofo-branco encontra um ambiente favorável ao seu desenvolvimento nos Estados do sul, sudeste e centro-oeste.

Na entressafra, o patógeno sobrevive no solo, restos culturais e plantas daninhas. Com essas informações em mente, podemos entender o porquê de a doença ser mais preocupante no Sul do País, por exemplo, em áreas de semeadura direta e irrigação via pivô central.

Prevenção

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