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Mel de abelha: entenda sobre as variações de cores, sabores e propriedades

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Divulgação

Seja em um tom de amarelo claro, em uma paleta avermelhada ou até mesmo sendo quase marrom ou preto. O fato é que o mel de abelha conta com mais de 256 cores, com sabores e propriedades diferentes. Independentemente do seu tom, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (ABEMEL), foram produzidas, no Brasil, 46 milhões de toneladas de mel, em 2021. Projeções da ABEMEL estimam ainda que, em 2035, serão vendidas 250 milhões de toneladas/ano.

No entanto, de acordo com Associação Brasileira de Estudo das Abelhas, o consumo do produto no Brasil ainda é um dos menores do mundo: 60 gramas per capita por ano, enquanto a média mundial está em 240 gramas. E para incentivar o consumo no país, o professor Armindo Vieira Júnior, à frente da Cia da Abelha e referência em apicultura no Brasil, comenta sobre a importância do mel para a saúde, uma vez que ele é rico em ansiosidades, e também explica que não é o tom que garante a qualidade do mel e sim o bioma no qual ele foi produzido.

“Para se ter uma ideia, hoje existem 256 tonalidades de mel de abelha, com propriedades e sabores diferentes. Mas é importante que as pessoas saibam que a qualidade do mel não está relacionada à sua cor. Culturalmente, o consumidor brasileiro acredita que o mel para ser bom, tem que ser escuro. E isso não é verdade. O mel orgânico do Brasil, independentemente da sua cor, é um produto excelente para o consumo. A cor do mel varia de acordo com a origem botânica. Vai depender do local onde a abelha buscou o néctar. Por exemplo, o mel no Acre é mais avermelhado, porque tem muito mel de coqueiro, que é do açaizeiro. No estado de Goiás, 70% da produção do mel é do tipo cipó-uva, que é um mel mais clarinho. Cada flor e cada néctar vão originar uma tonalidade diferente para o mel”, explica o professor Armindo.

O apicultor também revela que uma quantidade considerável de mel do tipo cipó-uva é exportado para outros países. Por conta disso, a maioria do mel que fica em Goiânia é o mel escuro, que vem da sucupira e da lixeira. Para o consumidor goiano, o mel comercializado terá uma cor âmbar, para mais escuro. Pois todo o mel de tonalidade clara foi exportado. Como não é comum o mel claro no mercado brasileiro, quando eu o coloco na prateleira, o cliente diz que não é mel. Aí eu explico que a cor do mel vai variar de acordo com o bioma”, relata Vieira. O professor Armindo ainda revela que o mel com tonalidade preta é riquíssimo em sais minerais. Sendo ideal para crianças que não se alimentam bem, que têm dificuldades de concentração ou com anemia. “O mel com pólen triturado é um verdadeiro biotônico Fontoura, só que sem álcool. Em poucos dias a criança vai comer como um leãozinho”, brinca o empresário e apicultor.

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