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quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Neem: Eficiência no controle da mosca-branca e da fusariose

Daniele Maria do Nascimento daniele.nascimento@unesp.br

Marcos Roberto Ribeiro Junior marcos.ribeiro@unesp.br

Engenheiros agrônomos, mestres e doutorandos em Agronomia/Proteção de Plantas – UNESP – Botucatu

Adriana Zanin Kronka Engenheira agrônoma, doutora em Agronomia/Fitopatologia e docente da UNESP – Botucatuadriana.kronka@unesp.br

Neem – Crédito Nilton Fritzons Sanches

A preferência dos consumidores por alimentos orgânicos, mais saudáveis e sem resíduos químicos, tem levado os produtores a buscarem alternativas que substituam os defensivos químicos no controle de pragas e doenças.

Além do controle biológico, que já tem um mercado estabelecido no Brasil, um outro segmento, um pouco mais discreto, vem apresentando resultados promissores no controle de pragas e doenças: o uso de óleos e extratos vegetais. Pouquíssimos são os produtos registrados no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) nessa modalidade: a grande maioria, e sobre os quais falaremos melhor, é à base do óleo de neem.

O neem (Azadiractha indica) é uma planta com potencial inseticida e fungicida e as pesquisas vêm demonstrando sua eficiência no controle de uma das maiores ameaças a diversas culturas de importância econômica – a mosca-branca, e de um importante patógeno de solo, Fusarium spp.

Ameaça às culturas

A mosca-branca pode ser encontrada em diversas culturas, como algodão, feijão, hortaliças em geral, soja e tomate. Ao se alimentar da planta, a mosca-branca injeta toxinas que irão causar desordens fisiológicas, afetando a produtividade da cultura. Esses são os danos diretos, e os danos indiretos são um pouco mais preocupantes.

Durante a alimentação, uma substância açucarada (honeydew) é excretada, atraindo fungos do gênero Capnodium sp., que recobrem as folhas com uma massa micelial, conhecida como fumagina, reduzindo a capacidade fotossintética da planta.

O maior risco da presença dessa praga está na transmissão de viroses. Em torno de 120 espécies de vírus já foram descritas como sendo transmitidas por esse inseto vetor. No feijoeiro, destaca-se o vírus do mosaico dourado (Bean Golden Mosaic Virus – BGMV), com perdas que podem chegar a 100%.

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