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Nutrição: Eficiência e produtividade do milho

Autores

Bruno Maia Abdo Rahmen Cassim

Éder Jr. de Oliveira Zampareder.zampar1@gmail.com

Engenheiros agrônomos e mestrandos em Agronomia – Universidade Estadual de Maringá (UEM)

Marcelo Augusto BatistaDoutor e professor – UEM, Departamento de Agronomia

Antonio Pedro Martins Machado / Fernando Rodrigues MoreiraHexion Química do Brasil

Milho – Fotos: Shutterstock

O milho (Zea mays L.) é a cultura mais produzida no mundo, com produção mundial de 1,1 bilhão de toneladas. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira de milho na safra 2020/21 terá projeção de 106 milhões de toneladas, em uma área de 18,7 milhões de hectares. Estes números mostram que o milho é uma das mais importantes culturas para o agronegócio brasileiro.

Pilares

A produtividade da cultura do milho está diretamente relacionada com o potencial genético, ambiente e manejo adotado. No caso do nitrogênio (N), a adubação é um dos fatores de maior importância no manejo da cultura, visto que a aplicação de ureia em cobertura pode atingir até 70% de perdas de N-NH3 por meio do processo de volatilização de amônia.

Neste contexto, a adubação foliar de N no pré-pendoamento (V13) para a cultura do milho surge como um complemento e alternativa para minimizar as perdas de provenientes da adubação tradicional, aliado à grande facilidade de aplicação e custos relativamente baixos, principalmente se a pulverização for associada a defensivos.

A tecnologia ureia-triazona

Com o objetivo de aumentar a eficiência dos fertilizantes nitrogenados, foram desenvolvidos produtos à base de ureia-triazona. Este fertilizante apresenta em sua formulação ureia, compostos de metileno-ureia de liberação intermediária e a triazona que permite a liberação gradual do nitrogênio.

A ureia-triazona apresenta características de maior permanência na superfície das folhas após a aplicação líquida, menor potencial de queima das folhas, menor perda de N por evaporação das gotas e menor volatilização, quando comparado com a solução de ureia.

Estas características, aliadas à liberação gradual do nitrogênio, torna a ureia-triazona um fertilizante de exigência aumentada. A Hexion Química produz no Brasil a ureia-triazona com um rígido controle de todas as etapas da produção.

Experimentos

Já foram montados, desde 2017, dezenas de testes com a ureia-triazona da Hexion nas culturas da soja, milho, algodão, feijão, arroz, café e cana-de-açúcar. Estes testes foram realizados em instituições de ensino-pesquisa e em propriedades rurais nas mais diversas regiões do Brasil.

Um dos trabalhos de destaque foi o desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) na cultura do milho, safra 2018/19, no município de Campo Mourão (PR), sobre um Latossolo.

O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, sendo estudados cinco tratamentos com cinco repetições. Os tratamentos foram os seguintes: T1 – testemunha sem aplicação de N foliar; T2 – fonte nitrogenada convencional (solução de ureia), e 3 fertilizantes foliares a base de ureia-triazona, T3 – N-Hexion 1 fertilizante nitrogenado com 28% de N e com uma proporção de compostos de liberação gradual de 70%; T4 – N-Hexion 2 fertilizante nitrogenado com 26% de N, com uma proporção de compostos de liberação gradual de 60% e T5 – N-Hexion 3 fertilizante nitrogenado com 24,5% de N + B + Mo, com compostos de liberação gradual de 55%.

As aplicações dos tratamentos foram realizadas em V13 (pré-pendoamento), e os dados de produtividade foram submetidos à análise de variância e suas médias comparadas pelo teste de Scott-Knott (p<0,1).

Resultados e conclusões

Apesar de não ter sido observado diferença estática para produtividade do milho verão (Figura 1), observa-se que N-Hexion 1, N-Hexion 2 e N-Hexion 3 promoveram incrementos médios de produtividade superiores à testemunha de 32% e de 10% em relação ao tratamento com solução de ureia.

A aplicação dos fertilizantes à base de ureia-triazona da Hexion mostrou-se eficiente em promover incremento relativo na produtividade do milho safra neste experimento.

O fertilizante N-Hexion 3 (N + B + Mo) foi o que apresentou os maiores incrementos relativos na produtividade do milho, indicando uma boa sinergia da ureia-triazona em formulações com micronutrientes. Os incrementos foram de 34,1 sc/ ha e 13,6 sc/ ha em relação à testemunha e solução de ureia respectivamente.

Figura 1 – Produtividade do milho verão em função dos tratamentos: sem aplicação de N foliar, com ureia convencional e com ureia-triazona (N-Hexion 1, 2 e 3). Campo Mourão (PR). Safra 2018/19.

Obs: Médias seguidas de mesma letra não se diferem pelo teste Scott-Knott (10%).

A Hexion Química do Brasil é uma multinacional americana que produz aqui no Brasil, desde 2017, fertilizantes foliares nitrogenados de liberação gradual à base de Triazona e polimetileno-ureia (registro MAPA: PR 000628-9.000001). A Hexion desenvolve tecnologias e produtos de alto desempenho para agricultura e pecuária a mais de 20 anos.

Para saber mais sobre os fertilizantes foliares de liberação gradual da Hexion, entre em contato conosco: e-mail: contato@hexion.com ou customerserviceBR@hexion.com

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