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segunda-feira, agosto 8, 2022
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O cultivo e o mercado da manga

 

Moacir Brito Oliveira

Rafael Pereira Sales

Irani Pereira

Mangaclara ” Consultoria e Serviços Especializados em Fruticultura

mangaclara@nortecnet.com.br

Crédito Léa Cunha
Crédito Léa Cunha

A fruticultura é um dos segmentos mais importantes da economia brasileira, estando entre os principais geradores de renda e emprego, uma vez que o País é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com uma produção de mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano, o que corresponde a 5,7% do produzido no mundo (FAO, 2013).

 Dentre as diversas fruteiras cultivadas, a mangueira é de grande significância a nível mundial, tendo se destacado com uma produção de 27 milhões de toneladas por ano, o que coloca a manga na quinta posição no ranking da produção mundial de frutas, ficando atrás apenas da banana, uva, maçã e laranja.

Entre os centros mundiais de produção de manga, a Índia se destaca como maior produtor, com 40% da produção, e o Brasil vem na sétima posição, respondendo por 4,5% da produção mundial (FAO, 2013).

Em 2016, a produção brasileira de manga foi de quase 01 milhão de toneladas, colhidas em uma área de quase 70 mil hectares, das quais mais de 93% são produzidas nas regiões nordeste e sudeste (IBGE, 2015), e de onde partem quase 100% das exportações de manga do País.

Desse volume total de manga produzido no Brasil, cerca de 12% são destinados à indústria para produção de sucos, dos quais o Estado de São Paulo e Sul do Estado de Minas Gerais contribuem com a maior parte, se destacando as variedades Palmer e Ubá, respectivamente.

Os 88% restantes desta produção são destinados ao consumo in natura, dos quais 82% são destinados ao mercado interno e 18% são exportados, principalmente para Europa, Estados Unidos, entre outros.

 

Exportação

Em 2015 a exportação brasileira de manga gerou US$ 184,34 milhões na balança comercial, com exportação de 156,34 mil toneladas de frutos, classificando-a no ranking de exportação de frutas em primeiro lugar na geração de receita e em segundo em volume exportado, perdendo apenas para o melão (Anuário Brasileiro da Fruticultura, 2016).

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

Polos produtivos

Dentro da grande área de produção de manga do Brasil, podemos mencionar cinco polos de produção que se destacam: Petrolina e Juazeiro (PE e BA), com quase 30.000 ha, Livramento de Nossa Senhora (BA), com 10.000 ha, Norte de Minas Gerais, já próximo dos 6.000 ha (estes, na região semiárida), Monte Alto e Taquaritinga (SP), com 7.000 ha, e Andradina (SP), com 660 ha (CEPEA, 2015).

Essa área de produção é crescente, uma vez que a contínua expansão vem sendo impulsionada pelos bons preços de mercado alcançados pela fruta nos últimos anos. Contudo, é importante ressaltar que em determinados períodos do ano há uma queda do preço em função da grande oferta do mercado.

Isso ocorre principalmente em meados de novembro, em dezembro e janeiro, período que corresponde à safra advinda das floradas naturais que ocorrem no período da baixa temperatura do inverno (junho a agosto), condição que favorece o florescimento.

Fatores externos

Nas condições naturais, a parada do crescimento vegetativo seguido da indução floral são promovidas pela baixa temperatura e estresse hídrico, nas condições de clima tropical e subtropical, ao passo que o fotoperíodo não tem influência alguma (Mouco e Albuquerque, 2005).

Esses fatores externos reduzem os níveis endógenos de giberelina, parando o crescimento e induzindo ao acúmulo de carboidratos nos ramos. Já para a condição climática, para produção na entressafra (fevereiro a outubro, pensado em mercado interno), ou seja, desfavorável ao florescimento, o uso da tecnologia de indução, lançando mão do paclobutrazol (inibidor da biossíntese de giberelina) é uma ferramenta fundamental.

Essa tecnologia eleva grandemente os custos de produção da lavoura, contudo, tem contribuído para a alta rentabilidade em virtude dos preços alcançados na entressafra.

Custo

Hoje, o custo de implantação de um pomar de manga até a primeira safra varia de R$ 18.000 a R$ 22.000,00, a depender da população de plantas por hectare (podendo ser ainda maior em sistemas altamente adensados), da qualidade da muda, do nível tecnológico do sistema de irrigação, do nível de fertilidade da área, entre outros fatores.

O pomar implantado alcançará seu máximo potencial produtivo quando o espaço geográfico, condicionado pelo espaçamento, for ocupado. Nessa condição, a produtividade poderá ultrapassar 40 ton/ha, contribuindo para a alta rentabilidade.

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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