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quarta-feira, julho 6, 2022
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O fosfito e sua relação com a produtividade do pimentão

 

Gabriel Ferraresi Hidalgo

LouyneVarini Santos dos Anjos

Graduandos em Engenharia Agronômica na Unesp/FCAT

Pâmela Gomes Nakada Freitas

Engenheiraagrônoma e professora da Unesp/FCAT

pamelanakada@dracena.unesp.br

Fotos Shutterstock
Fotos Shutterstock

O pimentão (Capsicumannuum L.) é muito apreciado no mercado nacional e apresenta inúmeras utilizações na culinária. Pode ser comercializado como fruto fresco ou em pó (páprica doce), que é proveniente da desidratação e moagem dos frutos vermelhos.

Em se tratando de suas características, o pimentão é uma solanácea perene, porém cultivada como anual, podendo atingir mais de um metro de altura. Seu sistema radicular pode chegar, no máximo,a30 cm de profundidade. As flores são isoladas e hermafroditas (possuem os dois sexos na mesma flor), sendo uma planta autógama.

A produção do pimentão gera empregos de forma direta, devido à grande necessidade de mão de obra com os tratos culturais, como: produção de mudas, transplantio, irrigação, manejo de plantas invasoras, manejo de pragas e patógenos, adubação de cobertura, desbrota, podas de ramos e galhos não produtivos e tutoramento.

Propriedades

O fosfito nutre a planta e ativa o mecanismo de defesa natural
O fosfito nutre a planta e ativa o mecanismo de defesa natural

O valor nutritivo do pimentão deve-se à presença de vitaminas, em especial a vitamina C, essencial à nutrição humana, além de 10% de proteínas. O pimentão também possui propriedades medicinais, como acelerar a cicatrização de feridas, prevenir a arteriosclerose, controlar o colesterol (gordura no sangue), evitar hemorragias, aumentar a resistência física, combater alergias e prevenir a formação de hemorroidas.

Contém, ainda, vitaminas A, B1, B2 e minerais como Ca, Fe e P. Além do valor nutricional, esta hortaliça, quando utilizada na culinária, agrega sabor, aroma e coloração aos pratos.

Produção paulista

Foto 03

O Estado de São Paulo possui área de produção em torno de 2.660 ha, e produção anual de 8.793.651 caixas de 12 kg (105.523,8 t). Esta produção contempla cinco principais municípios:

Ranking Cidade Área anual em produção (ha) Produção anual(cx.12 kg)
Itapeva 937,00 2.839.280,00
Itapetininga 244,00 1.160.400,00
Lins 113,73 792.445,00
Mogi das Cruzes 280,30 639.150,00
Sorocaba 206,40 553.400,00

Dados do IEA “Instituto de Economia Agrícola

 

O fosfito e as hortaliças

O uso do fosfito nas hortaliças apresenta algumas vantagens, como o controle de doenças provocadas por fungos, contribui para a nutrição vegetal, proporciona qualidade aos frutos e prolongação do tempo de conservação do fruto na pós-colheita.

O fosfito atua no mecanismo de defesa da planta defendendo contra microrganismos causadores de doenças. Estas substâncias evitam ou atrasam a entrada desses microrganismos e, por consequência, sua atividade nas plantas. Com o controle das doenças é possível ter um aumento na produção de flores e, por consequência, maior produção e qualidade dos frutos.

O uso de fertilizantes foliares como os fosfitos ganhou destaque no controle de doenças porque, além dele nutrir a planta, também ativa o mecanismo de defesa natural da planta contra diversos microrganismos com potencial de causar doenças em plantas, principalmente os fungos.

Atuação na planta

 O fosfito possui absorção foliar rápida
O fosfito possui absorção foliar rápida

Os fosfitos são produzidos à base de ácido fosforoso, o qual também pode dar origem aos fertilizantes fosfatados, que são a principal fonte de fósforo. A diferença entre o fosfito e o fosfato é que o primeiro apresenta um átomo de hidrogênio no lugar do oxigênio, e esta estrutura proporciona a solubilidade do produto, favorecendo sua absorção.

Os fosfitos são considerados fertilizantes, e apresentam cerca de 7% a mais de fósforo em sua molécula em relação ao fosfato. Os fosfitos apresentam alta solubilidade em água, e por isso são absorvidos pelas plantas tanto pelas raízes quanto pelas folhas, e atingem todo o interior no intervalo de três a seis horas, conferindo proteção ao ataque de fungos.

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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