18.1 C
São Paulo
quarta-feira, agosto 10, 2022
-Publicidade-
Inicio Revistas Hortifrúti Organominerais + ácidos húmicos + algas otimizam enraizamento do tomate

Organominerais + ácidos húmicos + algas otimizam enraizamento do tomate

Bruno Nicchio

bruno_nicchio@hotmail.com

Daniel Lucas Magalhães Machado

danielmagalhaes_agro@yahoo.com.br

Engenheiros agrônomos e doutorandos em Fitotecnia – ICIAG-UFU

Ernane Miranda Lemes

Engenheiro agrônomo, fitopatologista e doutor em Fitotecnia

ernanelemes@yahoo.com.br

 

 Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

É crescente a demanda por alimentos nos dias atuais, considerando o aumento populacional nos últimos anos, com previsão de avanço contínuo nas próximas décadas. A demanda por alimentos é notória e a necessidade de produção agrícola capaz de responder a demanda necessária é ainda maior.

O Brasil é o terceiro maior produtor agrícola do mundo, superado apenas pelos Estados Unidos e pela China (Rabelo, 2015). Neste cenário, o manejo agrícola de produção é muito importante, principalmente no que se refere à nutrição de plantas baseada em alto potencial genético de desenvolvimento e produção das culturas empregadas nos dias atuais.

Os fertilizantes, de origem orgânica ou inorgânica, são responsáveis pela reposição dos principais nutrientes necessários às plantas. De acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), entre os anos de 2010 a 2015 o aumento no consumo de fertilizantes NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) foi de 28,8%, além do total de mais de 70% de importação, o que coloca o Brasil na quarta posição de maior consumidor de fertilizantes no mundo.

Seu uso apresenta grande influência nos custos de produção, e com isso o uso de fertilizantes alternativos torna-se necessário para os cultivos agrícolas.

O tomateiro apresenta ganhos de produtividade com o emprego de fertilizantes organominerais - Crédito Shutterstock
O tomateiro apresenta ganhos de produtividade com o emprego de fertilizantes organominerais – Crédito Shutterstock

O tomateiro

Entre as hortaliças, o tomateiro é a espécie mais importante, tanto sob o ponto de vista econômico quanto social, pelo volume da produção e geração de empregos. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais, a safra de 2016 atingiu uma média de produção de 3,54 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 64,8 t ha-1 em uma área com cerca de 54,7 mil hectares.

Embora cultivado em todos os Estados em maior ou menor escala, no ano de 2016 os principais produtores foram Goiás (23,1%), São Paulo (21,3%), Minas Gerais (20,9%), Bahia (7,0%) e Rio de Janeiro (5,4%).

Da produção total, 70% são destinados ao mercado para consumo ao natural e o restante é matéria-prima para industrialização, com os quais são elaborados diversos produtos, tais como estratos, pastas, molhos, sucos e outros derivados (Makishima& De Melo, 2005).

O manejo de adubação na cultura deve ser rico e equilibrado - Crédito Ana Maria Diniz
O manejo de adubação na cultura deve ser rico e equilibrado – Crédito Ana Maria Diniz

Manejo

O manejo de adubação na cultura deve ser rico e equilibrado, seguindo as recomendações de análise de solo e fornecimento de acordo com as fases de maior exigência fisiológica da cultura (Makishima& De Melo, 2005).

O custo de produção do tomateiro é muito variável, dependendo da época do ano, local e sistema de produção utilizado, mas, de forma geral, o custo de produção gira entre R$ 25,00 a R$ 30,00 por caixa de 23 kg, em torno de R$ 100 mil por hectare, considerado um patamar bastante elevado ao agricultor (Hortifruti Brasil, 2016), se comparado com o custo de produção de R$ 30 mil por hectare em 2005.

Por isso, diversas pesquisas têm sido realizadas visando apresentar formas alternativas para a economia de fertilizantes, buscando sua suplementação ou até mesmo a substituição da utilização desses fertilizantes convencionais.

Foto 04

Os organominerais

Os fertilizantes organominerais são considerados produtos alternativos, resultantes da mistura física ou combinação de fertilizantes minerais e orgânicos, segundo o Decreto nº 4954, de 14 de janeiro de 2004 que regulamenta a Lei nº 6.894, de 16 de dezembro de 1980. E de acordo com a Instrução Normativa nº 25, de 23 de julho de 2009, apresentam diferentes usos: foliar, fertirrigação, hidroponia, fluido, solução, suspensão, complexado equelatado.

O segmento de fertilizantes organominerais se expandiu nos últimos anos em um forte ritmo, decorrente das demandas por adubos e por aproveitamento de resíduos na agricultura (Sousa, 2014; Rabelo, 2015).

Os organominerais apresentam diversas vantagens, ao proporcionarem efeito residual (slow release), liberação gradual do nutriente, redução de índices de volatilização (nitrogênio), lixiviação (potássio), fixação (fósforo) de nutrientes no solo e até estresse fisiológico em condições de veranico.

Além disso, quando complexado com matéria orgânica concentrada (ácidos húmicos e fúlvicos), os resultados podem ser ainda mais vantajosos, pois os ácidos húmicos (compostos orgânicos oriundos da decomposição de resíduos vegetais e animais do ambiente) podem proporcionar melhor desenvolvimento de raízes e desenvolvimento vegetativo, resultando na redução de perdas de nutrientes e aumento na eficiência de absorção e extração.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

Inicio Revistas Hortifrúti Organominerais + ácidos húmicos + algas otimizam enraizamento do tomate