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sexta-feira, agosto 12, 2022
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Pesquisa apresenta inovação em biotecnologia para a cafeicultura

 

O fungo Cladosporium apresenta ação antagônica sobre os microrganismos prejudiciais à qualidade do café por competir com os mesmos por espaço e nutrientes, além de exercer efeitos de antibiose e hiperparasitismo.

Créditos Erasmo Reis  EPAMIG
Créditos Erasmo Reis EPAMIG

 

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) apresentou produtos de origem biotecnológica para cafeicultura durante o 9º Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, realizado em Curitiba, entre 24 e 26 de junho. O evento retratou os avanços recentes da pesquisa cafeeira alinhados às oportunidades e desafios da cultura do café no País e no mundo.

 Em 1989, pesquisadores da EPAMIG e Universidade Federal de Lavras (UFLA) descobriram o fungo Cladosporiumclaridospoides, durante investigações que buscavam compreender a influência de microrganismos sobre a qualidade do café.

De acordo com a pesquisadora da EPAMIG Sara Chalfoun, o “fungo do bem” combate outros fungos prejudiciais à qualidade do café. “Percebemos que o fungo Cladosporium apresentava ação antagônica sobre os microrganismos prejudiciais à qualidade do café por competir com os mesmos por espaço e nutrientes, além de exercer efeitos de antibiose e hiperparasitismo“ explica a coordenadora.

Desde 2004, pesquisadores, a partir de isolados purificados do fungo, desenvolveram métodos para a sua multiplicação massal visando à aplicação em cafezais, em forma de biodefensivo.

Devidamente patenteado, o produto está em processo de registro comercial, mas já é aplicado, em regime de teste, nas lavouras de todo o Estado. “O produto consiste de uma suspensão concentrada do fungo, purificado e multiplicado, que agregado à substância confere aderência ao produto”, explica Chalfoun.

 

Sara Chalfoun pesquisa qualidade do café há mais de 30 anos Créditos Erasmo Reis  EPAMIG
Sara Chalfoun pesquisa qualidade do café há mais de 30 anos Créditos Erasmo Reis EPAMIG

Como funciona

 

O produto não recebe aditivos químicos em sua composição. Estudos mostraram que em lavouras cafeeiras, em regiões úmidas, o produtor rural pode valorizar a safra em no mínimo 30% com a utilização desse fungo, que influencia diretamente na qualidade sensorial da bebida.

A pesquisadora Sara Chalfoun também apresentou outros estudos, durante o Simpósio: uma combinação de enzimas capaz de acelerar o processo de retirada da mucilagem do café, além de bioinseticida e bionematicida que garantem sustentabilidade e mais qualidade ao agronegócio café.

 

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