Produção de feijão-vagem no Brasil

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Produzido principalmente por pequenos produtores, o Brasil produz 57 mil toneladas de feijão-vagem

 

Vagem - Crédito Embrapa
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Vagem - Crédito Embrapa (11)

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Vagem - Crédito USP
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O feijão-vagem, feijão-de-vagem ou simplesmente vagem, como é conhecido, é um alimento consumido em diversos países. Estima-se que a produção mundial esteja em torno de 6,5 milhões de t/ano (FAO, 2010), sendo a China o principal produtor, seguida por Indonésia e Turquia.

No Brasil, ocupa a sexta posição em volume produzido, com produção de 56 mil t/ano e consumo de 0,7 kg/pessoa/ano (SIDRA, 2006; CEASA, 2010). O feijão-vagem pertence à mesma família e espécie botânica do feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) e é uma hortaliça da qual são consumidas as vagens ainda imaturas.

A região Sudeste do Brasil produz cerca de 37 mil t/ano de feijão-vagem, sendo o estado do Rio de Janeiro responsável por 21% dessa produção. No Rio de Janeiro, a média de comercialização de feijão-vagem, somando-se todas as unidades de revenda da Central de Abastecimento (CEASA) é de, aproximadamente, 600 t/mês (CEASA, 2010).

Portanto, a demanda é maior que a oferta. Isso indica que o cultivo de feijão-vagem é uma opção rentável para os pequenos produtores do norte e nordeste fluminense.

De fato, o feijão-vagem é uma boa alternativa para ser usada no período de entressafra de outras olerícolas, tanto em ambientes protegidos como não protegidos, pois, além de aproveitar as estruturas de tutoramento e a adubação residual, serve para quebrar o ciclo de algumas doenças, constituindo uma boa oportunidade para diversificar a produção.

Produtividade

A maior produtividade dessa hortaliça é favorecida por temperaturas do ar na faixa de 18 a 30 °C durante o ciclo de desenvolvimento, não tolerando temperaturas elevadas, nem geadas. No período entre a diferenciação dos botões florais e o enchimento dos grãos nas vagens, as altas temperaturas reduzem o número de vagens por planta, devido à esterilização do grão de pólen com consequente queda das flores.

Embora algumas pesquisas estejam sendo desenvolvidas no Brasil, refletindo em melhorias no manejo e na produtividade dessa cultura, o melhoramento de características de interesse agronômico e de qualidade do grão tem sido praticado, de certo modo, empiricamente.

Características próprias

O feijão-vagem é planta originária do México e da Guatemala. Para alguns, a Ásia tropical também é aceita como local de origem dessa espécie. O que diferencia o feijão-vagem dos outros feijões é o fato de o grão ser colhido ainda verde e ser consumido juntamente com a vagem.

É uma leguminosa da família das Fabaceae, assim como o feijão-fradinho, a ervilha, a soja, o feijão-preto e a fava italiana. A exploração comercial consiste no aproveitamento direto das vagens ainda tenras que são consumidas in natura ou industrializadas.

O uso mais comum da vagem inteira ou picada, após ligeiro cozimento, é a salada temperada com óleo, sal e vinagre. Mas pode ser usada também em saladas mais elaboradas, juntamente com folhas verdes ou, ainda, numa salada de maionese, bem como em tortas, sopas, refogados, cozidos e omeletes.

As vagens, além de serem fontes de vitaminas A, B1, B2 e C, são ricas em fósforo, potássio e fibras. Por se adaptarem a clima seco e quente, preferindo temperaturas entre 15 e 30 °C, os preços mais elevados do produto ocorrem, normalmente, de junho a setembro.

Fontes: Novo Manual de Olericultura ” Fernando Antônio Reis Filgueira/Centrais de Abastecimento (CEASA)/Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)

Essa matéria completa você encontra na edição de Junho da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Faça sua assinatura agora. Capa HF Junho