15.2 C
Uberlândia
domingo, julho 14, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosHortifrútiProdução de morango em calhas de isopor

Produção de morango em calhas de isopor

 

A empresa Frutas & Frutos, localizada em Antônio Carlos (MG),

desenvolveu um novo sistema de produção de morango que aumenta a produtividade e dobra a durabilidade pós-colheita, o que agrega valor entre R$ 2,00 e R$ 3,00 acima do preço pago pelo morango convencional. Nesse sistema, a produtividade atinge 2,3 kg de morango por planta, ao final de quinze meses, e gera uma economia de 60% de água.

 

Créditos Frutas & Frutos
Créditos Frutas & Frutos

Foi do sonho da matriarcada família, Lúcia Santos, e do pai,Ilacir de Almeida, que nasceu a empresa Frutas & Frutos, unindo seus filhos Fábio, Márcia e Gilberto de Almeida na produção de morangos e tomates mais saborosos e saudáveis. A empresa foi originada no sítio Olhos D’água, localizado em Antônio Carlos (MG), que pertencera ao avô dela.

Há quatro anos, entretanto, aconteceu a revolução, do sistema convencional para calhas em isopor, que permite uma produção diferenciadae leva o nome Frutas Almeida Santos. “Temos estufas em três cidades (Antônio Carlos, Juiz de Fora e Domingos Martins) e em dois Estados (MG e ES). Temos, aproximadamente, 100 mil plantas de mudas de morango, e algo em torno de cinco mil pés de tomate“, relata Gilberto de Almeida, sócio-fundador da Frutas Almeida Santos.

Nas últimas estufas em que o plantio foi trocado, a Frutas Almeida Santos atingiu 2,3 kg de morango por planta, ao final de quinze meses, que é o ciclo da planta, ou 200 toneladas ao ano. Já de tomate grape são produzidos, em média, 5 kg em quatro meses de colheita.

Fábio Almeida, sócio-diretor da empresa, explica que uma das diferenças da produção em calhas de isopor é a durabilidade pós-colheita, um grande problema enfrentado pelos atacadistas. “Um cliente que compra 100 caixas de morango nosso, por exemplo, não tem perdas. Isso porque, além do sistema, também não utilizamos agrotóxico nas frutas, e por isso tem valor agregado entre R$ 2,00 e R$ 3,00 acima do preço pago pelo morango convencional, o que já paga o investimento na estrutura“, pontua.

Além de todas essas vantagens, o sistema hidropônico em calhas de isopor exige que o produtor troque apenas a muda, ao final do ciclo da planta, dispensando as adubações e tratos culturais necessários no sistema convencional.

Quanto ao custo, o sistema hidropônico com calhas de isopor inicia em R$ 4,00 por planta, mas por uma única vez. As estruturas da estufa, por exemplo, têm uma vida útil de 10 anos, em média.

Créditos Frutas & Frutos
Créditos Frutas & Frutos

Por que é melhor

 

As calhas de isopor, sistema desenvolvido e patenteado pela Frutas Almeida Santos, vieram como solução para regular  a temperatura na zona radicular, permitindo a elas absorver os nutrientes mais facilmente. O resultado é uma planta muito mais sadia, que estará mais apta a produzir com qualidade, sem a preocupação com a defesa de patógenos. “Temos, com esse sistema, um ganho de produtividade de um quilo de fruto por planta em 15 meses, e economia de 60% de água por conta da transpiração da planta“, afirma Fábio.

Comprando um morango convencional no mercado, o produtor calcula que a durabilidade média dele seja de 1,5 dia. Já o morango hidropônicocom substrato na calha de isopor tem uma durabilidade de três dias na gôndola, um ganho bastante expressivo para o comerciante.

Quanto à água, Gilberto compara o sistema convencional com o hidropônico em substrato, que traz um incremento de 60% comparado ao sistema convencional.

 

A família Almeida está orgulhosa da qualidade do morango produzido pelas Frutas & Frutos
A família Almeida está orgulhosa da qualidade do morango produzido pelas Frutas & Frutos

Como funciona

A Frutas Almeida Santoscomercializa as calhas de isopor. Fábio explica que só é preciso fazer uso de eucalipto de lenha e bambu para construir uma estrutura parecida com uma mesa, e sobre ela colocar as calhas, em torno de 80 cm do chão e ali depositar as mudas de morango, que produzirão de forma comercial pelo período de um a 1,5 ano.

“O reaproveitamento do sistema é muito bom. No primeiro ano o investimento é um pouco mais alto se comparado ao sistema convencional, mas na troca do plantio as horas de trator, adubação de base e demais tratos contra doenças de solo são todos eliminados. Os únicos problemas fitossanitários possíveis são ácaros, tripes e oídio,mais fáceis de combater, mostrando a versatilidade e lucratividade do sistema“, garante Gilberto, que destaca também a ergonomia do operador, neste sistema.

 Foto 04

Frutas para várias demandas

Além da fruta in natura, a empresa também comercializa morango congelado, atendendo de forma direta as padarias, mercados, casa de sucos e lanchonetes, as geleias e os licores de morango, fabricados pessoalmente por Lúcia Santos, que faz questão de ‘por a mão na massa’.

No período frio, Gilberto conta que são produzidos 800 kg/mês de morango congelado, enquanto no verão essa quantidade triplica. Já de geleia são produzidos de forma artesanal 400 potes de geleia e 100 litros de licor ao mês.

Essa matéria você encontra na edição de outubro  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

 

 

ARTIGOS RELACIONADOS

Fósforo a lanço concentra nutrientes na camada de 0 a 20 cm de profundidade

Eduardo Zavaschi Ítalo Pinho Bruno Loman Estagiários do GAPE (Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão) da ESALQ-USP (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz")   Resultados de pesquisas...

Em roteiro pela América do Sul, Expedição Safra confere colheita da soja

Equipe de técnicos e jornalistas vai visitar as principais regiões produtoras do Paraguai, Argentina e Uruguai Assim como no Brasil, os agricultores do Paraguai, Argentina...

Plantio mecanizado de abacaxi reduz custo da safra

Visando incrementar a produção de abacaxi e reduzir custos, o plantio mecanizado tem sido a saída encontrada, pois permite o plantio de 25 a...

Agricultores do Matopiba mantêm cautela, mas alcançam boa produtividade

Região colhe safra de retomada após quatro ciclos de quebra nas lavouras Na nova fronteira agrícola brasileira, região formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!