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terça-feira, julho 5, 2022
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Produção florestal: a importância da assertividade econômica

Matheus Marques Dy Lá Fuente Gonçalves

Engenheiro florestal – Universidade de Brasília (UnB)

matheusfuente@gmail.com

Annie Karoline de Lima Cavalcante

Mestre em Recursos Florestais – Universidade de São Paulo (USP)

annie.karolinelima@gmail.com

Aumentar a produtividade e reduzir custos são os desejos de qualquer produtor florestal. A assertividade na hora de quantificar os custos da produção é vital para converter investimentos em lucro. Porém, o processo de identificar e quantificar custos e receitas é mais complexo do que um simples fluxo de caixa com entradas e saídas. É necessário compreender os principais mecanismos de gestão florestal para ter eficiência na gestão de recursos e aumento de produtividade.

Pequenos e grandes negócios dependem de uma gestão de alta performance para que seus processos sejam maios produtivos e menos onerosos. A compreensão da importância da gestão eficiente é o que impulsiona e garante um negócio de sucesso. Mas o que vem a ser uma gestão florestal eficiente?

Créditos CNA

Uma boa gestão florestal é aquela que visa a melhoria contínua dos processos, a redução de custos e aumento da eficiência, possibilitando a identificação de falhas e oportunidades no processo para que este seja aprimorado, permitindo a antecipação e gerenciamento inteligente do orçamento.

Estratégias de planejamento florestal aliadas com gestão de negócios e o emprego de geotecnologias têm se mostrado eficientes no processo de tomada de decisão, garantindo o melhor gerenciamento de ativos florestais.

Aspectos financeiros e econômicos

Para um bom controle financeiro, é necessário que o produtor tenha todos os dados referentes à sua cultura sob controle. É importante compreender a especificidade do que cada dado representa e como eles afetam o resultado do sistema aplicado, e consequentemente o lucro. O principal desafio é que esse cuidado impacte positivamente o lucro.

Dentre esses dados, os mais importantes são os custos, e é aí que a especificidade aparece, sendo preciso identificar e entender o papel de cada custo e a atenção que cada um deles demanda.

Os custos se separam entre tipos, que são: custos de salário, encargos sociais, depreciação, custos de material, custos de terceiros, custos de risco, custos de juros e impostos, podendo assumir caráter variável ou fixo.

O maior propósito dessa identificação é a redução de erros e obtenção de resultados de maior precisão. Por exemplo, o cálculo dos encargos sociais varia de acordo com a relação produção e número de empregados; já os juros variam com a relação produção e máquinas.

Após a obtenção de todos esses dados é possível fazer a mais completa análise e assim alcançar os melhores resultados, pois o confronto dos custos e benefícios resulta no lucro.

O outro lado

Negócios de sucesso entendem que gerar benefícios externos à cultura também é vantajoso para o lucro final, pois hoje o lucro puro não é a única preocupação: os impactos socioambientais que a produção tem são de extrema importância.

Pequenos e grandes negócios dependem de uma gestão de alta performance

Em análises financeiras os subsídios são considerados como parte do lucro, enquanto nas análises econômicas (do ponto de vista do Estado) se entende que os subsídios são custos. A exemplo podemos citar os investimentos em manejo florestal como créditos subsidiados, redução de impostos, ou os investimentos públicos na construção de uma estrada que leva ao acesso da floresta, beneficiando a empresa com a redução de custos de deslocamento e impostos, consequentemente elevando o seu lucro e reduzindo suas despesas.

Diante disto, há a necessidade de criar mecanismos de compensações para que o Estado atue de forma mais contundente em projetos que gerem benefícios não somente aos produtores, mas também à sociedade que o cerca.

Sendo assim, projetos de longo prazo com benefícios sociais possuem vantagem competitiva nessa ótica. Alinhar responsabilidades sociais com projetos lucrativos é um caminho viável e em demanda nos dias atuais. A partir do cuidado e da determinação dos custos, essa preocupação a longo prazo vai determinar uma maior lucratividade do projeto.

Escolha bons profissionais para auxiliar na gestão florestal

Outro aspecto a ser considerado na eficiência econômica de projetos florestais é a escolha de equipe profissional. O começo de qualquer projeto dita a qualidade do que será produzido, mas para isso erros devem ser minimizados. Isso começa com a equipe escolhida no envolvimento do projeto, desde os projetistas até os mais capazes analistas.

Um profissional mais capacitado e experiente na área florestal evita a maioria dos erros de captação e tratamento dos dados, e estatísticos especializados nas análises escolhidas vão colaborar para que o resultado final seja significativo para o projeto.

O balanço econômico e a logística também devem estar nas mãos de pessoas preparadas, pois os equívocos nessas áreas geram efeitos diretos e possivelmente irreversíveis no resultado do lucro final.

Bons profissionais tendem a optar por processos modernos, eficientes e que permitam que o produtor/empresário tenha uma compreensão global do seu negócio, o que facilita as tomadas de decisões, reduzindo gastos e maximizando lucros.

Um produtor acompanhado de um bom gestor florestal tem garantia de que os processos envolvidos na produção e as tecnologias empregadas são suficientes para que seu investimento tenha o retorno esperado.

Sendo assim, é importante reforçar que todos os processos pertinentes à produção florestal necessitam de extrema atenção. Erros mínimos de coleta, análise e pagamento de impostos são suficientes para desencadear um final prematuro do projeto. Todas as etapas ficam mais seguras se os profissionais corretos forem encaixados, aumentando assim as oportunidades de lucro de forma considerável.

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