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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Propagação vegetativa – Desafio no cultivo de fruteiras

Rodrigo Cezar Franzon

rodrigo.franzon@cpac.embrapa.br

José Carlos Sousa Silva

Pesquisadores da Embrapa Cerrados

Crédito Ana Maria Diniz
Crédito Ana Maria Diniz

O potencial de utilização de espécies nativas nos sistemas de produção, nas diversas regiões do Brasil, é assunto bastante frequente nos meios de pesquisa, acadêmico e rural. Existem boas perspectivas de comercialização de frutas nativas, principalmente em nichos de mercado ávidos que buscam novidades, especialmente em grandes centros. No entanto, na prática são poucos os resultados positivos e promissores.

Isso se deve, em grande parte, à falta de conhecimento sobre as espécies nativas de modo geral.

Exploração

Quando a finalidade é a exploração econômica, alguns fatores devem ser considerados, entre eles a busca de um método adequado de propagação vegetativa, visando à formação de pomares uniformes e de qualidade. Um dos principais fatores que garantem o sucesso na produção de frutas é a qualidade das mudas utilizadas na implantação de um pomar.

A produção de mudas de qualidade depende de cuidados que vão desde as instalações até a obtenção do material adequado e a execução correta das práticas recomendadas para cada espécie.

Na fruticultura comercial, o processo de produção de mudas, em geral, é realizado por propagação vegetativa assexuada ou clonal, que pode ser realizada por meio de diversos métodos, sendo a enxertia e a estaquia os principais. A propagação vegetativa tem por objetivo multiplicar plantas com a garantia da manutenção das suas características agronômicas, tais como qualidade de fruto e resistência a doenças, e com idênticas necessidades climáticas e de solo, nutricionais e de manejo, o que é de extrema importância na formação dos pomares economicamente rentáveis.

Em alguns casos, as mudas podem ser produzidas por sementes. Porém, embora esse método tenha sido muito usado no passado, atualmente o seu uso é restrito, em espécies comerciais, quase que exclusivamente para obtenção de porta-enxertos, também conhecidos como “cavalos“.

A propagação por sementes também é utilizada para plantas que não podem ser multiplicadas por outro meio e que a semente é a única forma viável de propagação, como é o caso do mamoeiro e do coqueiro, entre outras.

A técnica ainda pode ser utilizada para formar mudas de espécies que suportam bem a propagação sexuada, conservando suas características, como é o caso do maracujá; e no melhoramento genético, com a finalidade de criar novas cultivares. Também é utilizada a propagação por sementes em estudos com espécies em fases iniciais de exploração, como é o caso das fruteiras nativas, em sua grande maioria.

Para diversas espécies nativas são conhecidos trabalhos de seleção de matrizes com excelentes características agronômicas, e que poderiam viabilizar o início de cultivos. Entretanto, algumas medidas são necessárias para que essas frutíferas sejam introduzidas nos sistemas de produção. Uma das mais importantes é a oferta de mudas uniformes e de qualidade, o que implica no desenvolvimento de tecnologia para a propagação vegetativa de matrizes selecionadas.

Essa matéria você encontra na edição de julho da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar.

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