20.6 C
Uberlândia
quinta-feira, fevereiro 22, 2024
- Publicidade -
InícioArtigosHortifrútiQual o espaçamento ideal entre os tubos de hidroponia?

Qual o espaçamento ideal entre os tubos de hidroponia?

Autores

Luana Keslley Nascimento Casais
luana.casais@gmail.com
Rhaiana Oliveira de Aviz
rhaianaoliveiradeaviz@gmail.com
Tayna Amaro de Carvalho
taynacarvalho12@hotmail.com
Graduandas em Agronomia – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)
Luciana da Silva Borges
Doutora e professora – UFRA e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Horticultura da Amazônia (Hortizon) e Núcleo de Pesquisa em Agroecologia (NEA)
luciana.borges@ufra.edu.br
Fotos: Hidrogood

O espaçamento ideal em sistemas hidropônicos não deve ser mensurado apenas em achismo, nem tampouco deve ser tratado como ‘receita de bolo’. Segundo Mondim (1988), a população de plantas por unidade de área é determinada por três critérios básicos, que são o espaçamento entre fileiras, o espaçamento entre plantas e o número de plantas por cova.

Diferenças nesses componentes, independentemente da interação com outras práticas de manejo, podem influenciar as plantas, afetando-lhes a arquitetura, o desenvolvimento, a massa, a qualidade e, principalmente, a produção.

Com isso, podemos observar que determinar o espaçamento ideal requer testes e experimentações, não para uso geral, mas sim para determinar o espaçamento será mais adequado como indicação para a cultura em questão.

Podemos citar alguns espaçamentos já comprovados e usados para algumas culturas, como a alface que atualmente tem como indicação para fase de berçário espaçamento de 2,0 cm entre canais e 10 cm entre orifícios. Já para a fase de crescimento é de 13 cm entre canais e 25 cm entre orifícios para fins de uma boa produtividade.

Cultivos específicos

Para cultivo de rúcula, o espaçamento mais usual para as bancadas de berçário é de 10 cm entre canais e 10 cm entre orifícios. Já com relação às bancadas de cultivo definitivo, o mais adequado é 18 cm entre canais e 25 cm entre orifícios.

No cultivo de hortelã (Mentha piperita), usualmente são espaçados 25 cm para a colocação das plantas entre os orifícios, em um total de 20 furos por canal. Porém, o cultivo em sistemas hidropônicos permite um maior adensamento, que pode produzir um maior número de plantas, acarretando em mais produtividade.

No entanto, para isso é necessário que haja mais pesquisas em prol de se obter dados claros e objetivos quanto aos benefícios deste adensamento.

Produtividade

Para Choairy & Fernandes (1983), os plantios adensados apresentam uma vantagem, que é o ganho de produtividade, com menor custo de produção, pela utilização mais eficiente da radiação solar, da água e nutrientes. No entanto, quando se aumenta a população por unidade de área, cada planta começa a competir por recursos de crescimento, como luz, nutrientes e água, atingindo um ponto, que é chamado ponto de competição.

Isso as torna plantas mais produtivas com relação às suas características morfológicas, com menos área de raiz, maior comprimento de parte aérea, raízes mais limpas e um encurtamento no ciclo de produção dessas culturas, um grande atrativo para o uso dessa técnica.

Para Mondim (1988), a resposta das plantas está ligada a diversos fatores, como: cultivares, espécies, esquema de plantio, doses de adubação e irrigação. Sendo assim, o adensamento de plantas é eficaz até certo ponto, tendo que ser utilizado de forma correta. O espaçamento é que ditará como essas plantas se comportaram no sistema, determinando o seu crescimento, a sua forma e, consequentemente, a sua produtividade.    

Dessa forma, o espaçamento utilizado deverá levar em consideração o fim que se desejar obter – plantas maiores ou menores serão produzidas com relação ao espaçamento escolhido, que ficará a critério do produtor com base nas indicações para a cultura em questão.

Bancadas

As bancadas de cultivo é onde estarão alojadas as mudas para a produção. Há dois tipos, as chamadas de berçário, onde ocorrerá a germinação completa, e as bancadas definitivas, onde ocorre o plantio propriamente dito, e as plantas permanecem até a sua colheita.

As bancadas para a técnica hidropônica devem ser compostas de suportes de madeira ou outro material, os quais formam uma base de sustentação para os canais de cultivo, que podem ser de diversos tipos – Furlani et. al. (1999).

As dimensões das bancadas normalmente obedecem aos padrões dos fabricantes, mas podem variar de acordo com a espécie vegetal e com o tipo de canal utilizado. Para isso, as dimensões variam quanto à largura – a bancada deve ter: 0,2 m de altura e 1,0 m de largura para plantas de ciclo longo (hortaliças de frutos) e até 1,0 m de altura e 2,0 m de largura para mudas e plantas de ciclo curto (hortaliças de folhas).

São dimensões consideradas suficientes para uma pessoa trabalhar de maneira confortável nos dois lados da mesa, facilitando as operações de tratamentos fitossanitários, quando necessário, transplante, tratos culturais, colheita e limpeza da mesa.

Para a translocação da solução nutritiva é necessária uma declividade de 2 a 4% no comprimento dos canais que as conduzem. É recomendável que o comprimento da bancada não ultrapasse 15 metros e o material utilizado para a confecção dos canais deve ser impermeável ou impermeabilizado, para não reagir com a solução nutritiva.

Produtividade

Portela et al. (2012) diz que a densidade de plantio pode interferir no crescimento das plantas, que é definido como a produção e a distribuição da biomassa (matéria seca e fresca) entre os diferentes órgãos da planta.

A distribuição da biomassa entre os órgãos da planta afeta a produção total e o peso individual, os quais são importantes determinantes do rendimento econômico. A densidade de plantio ideal a ser empregada para o dossel vegetal é aquela em que seja interceptado o máximo de radiação solar útil à fotossíntese.

Sendo assim, a produtividade esperada para cada cultivo dependerá da condição a ela exposta. O espaçamento é fundamental, pois é ele que ditará essa quantidade de radiação recebida pela planta, além da competição pelos nutrientes librados nos canais de cultivo.

Quando bem manejado, podemos até duplicar a produtividade requerida para as culturas ali cultivadas, diminuindo seu tempo de estadia no sistema e aumentando o ritmo de vendas durante o ano.

ARTIGOS RELACIONADOS

Micronutrientes e biofertilizantes em cana-planta

O agronegócio canavieiro desempenha um papel importante na economia brasileira. É a locomotiva econômica em determinadas regiões brasileiras, notadamente em São Paulo, Norte do Paraná, Triângulo Mineiro, Goiás, Alagoas e Pernambuco. A estimativa de produção de cana para a safra 2017/18 é de 625 milhões de toneladas (Conab, 2018).

Mapeamento da compactação agrega conhecimento na agricultura de precisão

Tecnologia avançada gera mapas de compactação do solo, um dos maiores problemas de rendimento no campo Vários são os motivos para a perda de produtividade...

Tecnologia sem fio facilita a instalação e pesagem a bordo dos veículos

Módulo EX5000, lançamento da Exacta Balanças, é a solução ideal para condições severas de tempo, temperatura e vibração   O sonho de muitos pecuaristas é aumentar...

Aminoácidos amenizam impacto da geada na produção de maçã

Glaucio da Cruz Genuncio Doutor e professor de fruticultura do DFF/FAAZ/UFMT glauciogenuncio@gmail.com Elisamara Caldeira do Nascimento Talita de Santana Matos Doutoras em Agronomia/Ciência do Solo A geada é conhecida agronomicamente...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!