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Relação dos fertilizantes organominerais com a produtividade do caquizeiro

Jorge Otavio Mendes de Oliveira Junek

Engenheiro agrônomo e professor do Centro Universitário do Planalto de Araxá

jorge.junek@gmail.com

 Crédito Renato Alves Pereira
Crédito Renato Alves Pereira

Uma das principais vantagens da utilização dos fertilizantes organominerais é a adição de matéria orgânica em conjunto com os fertilizantes químicos. As matérias orgânicas são, por natureza, pobres em nutrientes, mas muito importantes para a manutenção e incremento de outras características importantes, como a diminuição da densidade do solo, manutenção de disponibilidade de água e aumento da fertilidade.

Assim, os fertilizantes organominerais associam matéria orgânica e suas propriedades com produtos químicos ricos em nutrientes, potencializando a eficiência e o efeito de disponibilidade de nutrientes para plantas.

Sustentabilidade da produção de caqui

A utilização de fertilizantes organominerais é uma forma de reutilização de resíduos que há pouco tempo eram rejeitados e tinham sua utilização não associada a fertilizantes, ou seja, a utilização da matéria orgânica produzida na produção de caqui como fonte potencial de fertilizantes no momento seguinte.

Lógico que existem barreiras técnicas e adequações a serem superadas, mas a princípio seria como se estivéssemos utilizando a matéria orgânica produzida na cultura, e não aproveitada como alimento, como matéria-prima para aumento da fertilidade.

Ou seja, estaríamos num ciclo sustentável de reutilização do que existe de recurso disponível. Isto já é feito quando utilizamos a matéria orgânica, mas por meio do organomineral estamos potencializando os efeitos destes recursos, portanto, tornando, além de sustentável, mais eficiente a produção.

Os organominerais otimizam o crescimento do caquizeiro - Crédito Maurício Nasser
Os organominerais otimizam o crescimento do caquizeiro – Crédito Maurício Nasser

Manejo com organominerais

Não há diferença alguma entre a utilização de fertilizantes organominerais e um fertilizante químico comum, quanto ao manejo. A princípio, a única característica alterada é o produto utilizado, sendo que um é completamente químico e o outro uma associação entre matéria orgânica e fertilizantes químicos.

Quando aplicar

Assim como no manejo, não existe diferença entre a aplicação de um fertilizante organomineral e um químico. Isto acontece porque a diferença não está na época de aplicação, e sim na forma do fertilizante utilizado. Desta forma, a aplicação segue o ciclo da planta e suas necessidades, sem qualquer prejuízo ou alteração de planos quanto às épocas de adubação.

Dosagem recomendada

A questão de dosagem ainda é algo a ser mais bem estudado por conta dos efeitos sinérgicos, como mostra a associação entre matéria orgânica e fertilizantes químicos.Logo, a aplicação em quantidades, depois de estudos específicos bem feitos, poderá ser revista para baixo. Isto significa que, por conta da alteração do fertilizante e suas características, os efeitos podem ser melhores que os fertilizantes químicos convencionais.

Contudo, ainda é muito cedo para dizer que existe uma margem grande de diferença que justifique a diminuição ou alteração da recomendação. Por isso há necessidade de mais pesquisas sobre o assunto, que ainda é muito novo no mercado.

Custo da aplicação

Como toda nova tecnologia, os fertilizantes organominerais também apresentam custos diferenciados. No meu entendimento, os custos ainda podem ser um pouco mais elevados por conta da baixa quantidade produzida e reduzida oferta de produtos específicos.

Por conta da baixa variabilidade de produtos que atendam às necessidades específicas, como no caso do cultivo do caquizeiro, encontrar um produto que atenda às recomendações pode ser difícil.

Vale a pena?

Ainda temos um bom caminho a ser seguido junto à comunidade de produtores agrícolas e à indústria, para chegar a um ponto de equilíbrio de interesse comum. Uma coisa é certa – a tecnologia veio para ficar, uma vez que já havia um espaço muito grande para inovação em fertilizantes e os resultados se mostram positivos.

Se não são expressivos em pequenas escalas, podem muito bem se tornar quando estiverem em grandes escalas, reutilizando matérias orgânicas que hoje são descartadas e diminuindo a pressão sobre produtos químicos finitos, como fosfato e potássio, que têm origem em minerações.

Portanto, ainda é uma visão macro sobre o custo-benefício, mas que não deixa de ser uma boa oportunidade.

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro 2015  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

 

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