19.6 C
Uberlândia
segunda-feira, junho 17, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioArtigosHortifrútiResultados dos fertilizantes organominerais em alface

Resultados dos fertilizantes organominerais em alface

Nilva Terezinha Teixeira

Engenheira agrônoma, doutora em Solos e Nutrição de Plantas e professora de Nutrição de Plantas, Bioquímica e Produção Orgânica do Centro Universitário do Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal)

nilvatteixeira@yahoo.com.br

 

Fotos Shutterstock
Fotos Shutterstock

Os fertilizantes organominerais vêm sendo empregados, em escala crescente, em todas as lavouras, e não apenas em hortaliças, com resultados promissores.

Os fertilizantes minerais têm a característica de se comporem de nutrientes solúveis prontamente disponíveis às plantas. Entretanto, a matéria orgânica do solo é fundamental para a produtividade das culturas, pois contribui para a melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo, refletindo, assim, na sua qualidade. Mas, como a matéria orgânica pode beneficiar as áreas de cultivo?

Fique por dentro

Os materiais orgânicos, como por exemplo, estercos de animais curtidos e compostos orgânicos, melhoram a agregação do solo, promovendo estruturas porosas, o que beneficia a retenção de água, aeração e densidade (ou seja, as propriedades químicas do solo).

Ainda, auxiliam a biologia do solo, fornecendo o carbono que será empregado como fonte de energia para os microrganismos e as propriedades químicas do solo – aumentam a capacidade de troca de cátions e diminuem a adsorção de fósforo pelos coloides. Assim, agem como condicionadores de solo.

Fertilidade

A definição da fertilidade de um solo não é resultado somente de seus atributos químicos. Ao se analisar a fertilidade das terras há de se considerar a parte física (textura, densidade, porosidade e estrutura) e a microbiologia do solo.

Sabe-se que as substâncias húmicas perfazem aproximadamente 70 a 80% da matéria orgânica na maioria dos solos e são compostas pelas frações humina, ácidos húmicos e fúlvicos.

Humina é a fração insolúvel em meio alcalino ou em meio ácido diluído. Possui reduzida capacidade de reação. Já os ácidos húmicos e fúlvicos influenciam diretamente a estrutura física, química e microbiológica dos solos e, quando empregados no plantio, visam melhorar as condições do solo para o desenvolvimento principalmente do sistema radicular das culturas implantadas.

Promovem a agregação das partículas do solo beneficiando, assim, a estrutura do solo e, por conseguinte, propiciam a redução da densidade e maior capacidade de retenção de água do solo. Como são materiais com alta capacidade de troca catiônica (CTC), aumentam as cargas do solo e, assim, a sua capacidade de retenção de nutrientes, minimizando suas perdas por lixiviação.

Atuam como quelatizantes, reduzindo a possibilidade de intoxicações por elementos metálicos e aumentando a disponibilidade de fósforo no solo, por meio da complexação de Fe+2 e Al+3 em solos ácidos e do Ca+2 em solos alcalinos.

Fotos Shutterstock
Fotos Shutterstock

Ação e reação

A ação dos ácidos húmicos e fúlvicos no enraizamento é atribuída, em geral, a um efeito estimulante de tais ácidos nas auxinas, resultando em crescimento do sistema radicular das plantas que influencia nos processos de absorção de nutrientes.

Entretanto, outros aspectos têm que ser destacados: tais substâncias estimulam a ação de várias enzimas da glicólise e do ciclo de Krebs, que são vias importantes para a geração de intermediários metabólicos para a síntese de aminoácidos, ácidos nucleicos, açúcares da parede celular etc.

Ainda, as substâncias húmicas favorecem o aumento dos teores de clorofila e da taxa fotossintética. Também tem que se mencionar o efeito direto dos referidos compostos sobre a ação de algumas enzimas, como o que ocorre em relação à supressão da atividade da enzima AIA-oxidase, o que causa aumento de teores de Ácido IndolAcético (AIA) no tecido vegetal, resultando em maior desenvolvimento e produção da planta.

Assim, os ácidos húmicos e fúlvicos podem influenciar positivamente a vida vegetal, pois favorecem a estruturação do solo. Ainda, pela ativação que promovem no metabolismo, aumentam o nível de energia, tão importante para o enraizamento, desenvolvimento e produtividade das culturas.

Fique atento

Apesar de todas as vantagens dos adubos orgânicos, a concentração de nutrientes nos mesmos é muito menor, principalmente quando se considera os macroelementos. Assim, ao se empregar um fertilizante organomineral se associam as vantagens apresentadas pelas duas formas de adubos.

Ainda, deve-se citar que, quando complementados com minerais, os adubos orgânicos propiciam benefícios à nutrição das plantas, que aproveitam melhor os nutrientes por meio do sincronismo de liberação ao longo de seu desenvolvimento.

Então, o seu uso tende a propiciar melhores resultados em termos de produtividade da cultura, quando comparada com a adubação exclusivamente mineral ou orgânica.

 

Os organominerais favorecem o número de folhas da alface - Fotos Shutterstock
Os organominerais favorecem o número de folhas da alface – Fotos Shutterstock

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

ARTIGOS RELACIONADOS

Mecanização no plantio da cebola chega com força total

  Mariana Rodrigues Bueno João Eduardo Ribeiro da Silva Engenheiros agrônomos, doutores em Fitotecnia, pesquisadores e professores do curso de Graduação em Engenharia Agronômica do Centro Universitário...

Produção de caqui no Brasil está concentrada nos estados do Sul e Sudeste

Pedro Maranha Peche Engenheiro agrônomo e doutorando em Fruticultura UFLA pedmpeche@gmail.com Rafael Pio Engenheiro agrônomo e professor de Fruticultura UFLA   De acordo com dados da FAO, em 2013 o...

Cool Seed lança secador de Múltipla Intermitência – SMI

De 01 a 03 de julho a Cool Seed realizou em Franca (SP) a sua convenção de vendas para a Divisão de Negócios Café...

Fertilizante foliar ajuda no combate aos nematoides da soja?

Rodrigo Vieira da Silva Engenheiro agrônomo,doutor em Fitopatologia pela Universidade Federal de Viçosa e professor do IF Goiano " Campus Morrinhos rodrigo.silva@ifgoiano.edu.br João Pedro Elias Gondim Luam Santos Engenheirosagrônomos...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!