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quinta-feira, junho 30, 2022
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Resultados dos fertilizantes organominerais em alface

Nilva Terezinha Teixeira

Engenheira agrônoma, doutora em Solos e Nutrição de Plantas e professora de Nutrição de Plantas, Bioquímica e Produção Orgânica do Centro Universitário do Espírito Santo do Pinhal (UniPinhal)

nilvatteixeira@yahoo.com.br

 

Fotos Shutterstock
Fotos Shutterstock

Os fertilizantes organominerais vêm sendo empregados, em escala crescente, em todas as lavouras, e não apenas em hortaliças, com resultados promissores.

Os fertilizantes minerais têm a característica de se comporem de nutrientes solúveis prontamente disponíveis às plantas. Entretanto, a matéria orgânica do solo é fundamental para a produtividade das culturas, pois contribui para a melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo, refletindo, assim, na sua qualidade. Mas, como a matéria orgânica pode beneficiar as áreas de cultivo?

Fique por dentro

Os materiais orgânicos, como por exemplo, estercos de animais curtidos e compostos orgânicos, melhoram a agregação do solo, promovendo estruturas porosas, o que beneficia a retenção de água, aeração e densidade (ou seja, as propriedades químicas do solo).

Ainda, auxiliam a biologia do solo, fornecendo o carbono que será empregado como fonte de energia para os microrganismos e as propriedades químicas do solo – aumentam a capacidade de troca de cátions e diminuem a adsorção de fósforo pelos coloides. Assim, agem como condicionadores de solo.

Fertilidade

A definição da fertilidade de um solo não é resultado somente de seus atributos químicos. Ao se analisar a fertilidade das terras há de se considerar a parte física (textura, densidade, porosidade e estrutura) e a microbiologia do solo.

Sabe-se que as substâncias húmicas perfazem aproximadamente 70 a 80% da matéria orgânica na maioria dos solos e são compostas pelas frações humina, ácidos húmicos e fúlvicos.

Humina é a fração insolúvel em meio alcalino ou em meio ácido diluído. Possui reduzida capacidade de reação. Já os ácidos húmicos e fúlvicos influenciam diretamente a estrutura física, química e microbiológica dos solos e, quando empregados no plantio, visam melhorar as condições do solo para o desenvolvimento principalmente do sistema radicular das culturas implantadas.

Promovem a agregação das partículas do solo beneficiando, assim, a estrutura do solo e, por conseguinte, propiciam a redução da densidade e maior capacidade de retenção de água do solo. Como são materiais com alta capacidade de troca catiônica (CTC), aumentam as cargas do solo e, assim, a sua capacidade de retenção de nutrientes, minimizando suas perdas por lixiviação.

Atuam como quelatizantes, reduzindo a possibilidade de intoxicações por elementos metálicos e aumentando a disponibilidade de fósforo no solo, por meio da complexação de Fe+2 e Al+3 em solos ácidos e do Ca+2 em solos alcalinos.

Fotos Shutterstock
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Ação e reação

A ação dos ácidos húmicos e fúlvicos no enraizamento é atribuída, em geral, a um efeito estimulante de tais ácidos nas auxinas, resultando em crescimento do sistema radicular das plantas que influencia nos processos de absorção de nutrientes.

Entretanto, outros aspectos têm que ser destacados: tais substâncias estimulam a ação de várias enzimas da glicólise e do ciclo de Krebs, que são vias importantes para a geração de intermediários metabólicos para a síntese de aminoácidos, ácidos nucleicos, açúcares da parede celular etc.

Ainda, as substâncias húmicas favorecem o aumento dos teores de clorofila e da taxa fotossintética. Também tem que se mencionar o efeito direto dos referidos compostos sobre a ação de algumas enzimas, como o que ocorre em relação à supressão da atividade da enzima AIA-oxidase, o que causa aumento de teores de Ácido IndolAcético (AIA) no tecido vegetal, resultando em maior desenvolvimento e produção da planta.

Assim, os ácidos húmicos e fúlvicos podem influenciar positivamente a vida vegetal, pois favorecem a estruturação do solo. Ainda, pela ativação que promovem no metabolismo, aumentam o nível de energia, tão importante para o enraizamento, desenvolvimento e produtividade das culturas.

Fique atento

Apesar de todas as vantagens dos adubos orgânicos, a concentração de nutrientes nos mesmos é muito menor, principalmente quando se considera os macroelementos. Assim, ao se empregar um fertilizante organomineral se associam as vantagens apresentadas pelas duas formas de adubos.

Ainda, deve-se citar que, quando complementados com minerais, os adubos orgânicos propiciam benefícios à nutrição das plantas, que aproveitam melhor os nutrientes por meio do sincronismo de liberação ao longo de seu desenvolvimento.

Então, o seu uso tende a propiciar melhores resultados em termos de produtividade da cultura, quando comparada com a adubação exclusivamente mineral ou orgânica.

 

Os organominerais favorecem o número de folhas da alface - Fotos Shutterstock
Os organominerais favorecem o número de folhas da alface – Fotos Shutterstock

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua para leitura integral.

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