Retorno ao mercado da Primaiz Sementes

0
281
Foto: Ana Maria Diniz

Para demonstração dos híbridos de milho e discutir sobre o manejo integrado de doenças do milho, a Primaiz Sementes promoveu o 1º Show Room nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

De acordo com Marcio Augusto Vilela Rezende, consultor em Melhoramento Genético da Primaiz Sementes, o licenciamento e introdução dos principais “traits” de biotecnologia no pipeline/portfólio de híbridos é a “pedra fundamental” para o retorno da Primaiz ao mercado de sementes, permitindo aos agricultores usufruírem de uma genética forte e adaptada aos ambientes das principais regiões produtoras de milho no Brasil.

Fortalezas do programa de melhoramento genético de milho

  • Genética própria, desenvolvida e adaptada às condições de cultivo nos ambientes tropicais;
  • Base física (estação de pesquisa) em Uberlândia (MG), ambiente típico do Cerrado Brasileiro, permitindo o desenvolvimento de híbridos adaptados às condições de cultivo da Safrinha e do Verão no Brasil Central;
  • Estrutura e capacitação técnica para introdução e governança dos “traits” de biotecnologia no pipeline de híbridos, garantindo a “Stewardship” (Gestão Responsável) dos produtos no mercado;
  • Programa de melhoramento genético reorganizado, contemplando a redefinição da rede de ensaios, com decisões “data-driven” para aumentar a efetividade do pipeline de híbridos;
  • Estrutura própria e “expertise” para produção de sementes com equipamentos modernos e as mais recentes tecnologias de beneficiamento e TSI, garantindo a qualidade das sementes e preservando o potencial genético dos híbridos.
  • Desenvolvimento de híbridos que propiciam o melhor custo/benefício nos mercados de alto investimento (híbridos simples) e médio investimento (híbridos simples modificados e triplos). Foco nas características primárias que garantem boa performance no mercado alvo: produtividade, “standability”, maturidade adequada e tolerância às principais doenças, com destaque especial para a alta resistência ao complexo de enfezamentos que têm as cigarrinhas como vetor.
  • Estrutura própria e “expertise” para produção de sementes com equipamentos modernos e as mais recentes tecnologias de beneficiamento e TSI, garantindo a qualidade das sementes e preservando o potencial genético dos híbridos.

O problema da cigarrinha

A cigarrinha do milho Dalbulus maidis, nos últimos oito anos vem apresentando um comportamento diferente do que normalmente até então vinha mostrando, em que sua população aumentava nos plantios de safrinha e hoje se mantém em altas populações praticamente o ano todo onde se cultiva milho.

O que não ocorria antes, hoje a formação de fumagina devido a sua alimentação é abundante e em grande severidade, causando drástica redução na área foliar fotossintética, e consequentemente na produtividade do milho.

De acordo com Ivan Carvalho Resende, Consultor da Primaiz Sementes, esta cigarrinha é o vetor dos microrganismos chamados de molicutes, uma classe de bactéria conhecida como Corn Stunt Spiroplasma (enfezamento amarelo ou pálido) e Maize Bushy Stunt Phytoplasma (enfezamento vermelho) e do MRFV (vírus do rayado fino ou risca do milho), patógenos que causam as doenças conhecidas como enfezamentos do milho.

Essas doenças sistêmicas são de alta complexidade e de alto poder destrutivo da produtividade do milho, pois cada planta infectada, dependendo do grau de suscetibilidade do híbrido e da fase fenológica do milho em que a cigarrinha os transmite, se torna estéril e a produção da mesma é praticamente zero.

Alerta

A cigarrinha do milho apresenta grande dispersão na natureza, e se move a muitos quilômetros de distância, além de apresentar difícil controle químico, mas um certo manejo da cigarrinha é necessário para mitigar a formação de fumagina.

No manejo integrado desta doença, a genética do híbrido em termos de resistência ou tolerância passa a ter um papel preponderante para a estabilidade de produção do milho em qualquer condição edafoclimática.

Esta doença já era de ocorrência na safrinha do Brasil desde o início da década de 1980, mas hoje se tornou altamente importante em qualquer época que se planta milho no Brasil. Lembremos que no Brasil temos a presença da famosa ponte verde o ano inteiro, se considerarmos os plantios de milho para produção de grãos no verão e na safrinha, a produção de sementes híbridas comerciais também nas duas safras, a produção de milho verde e pamonha, a produção de milho doce e pipoca, a produção para silagem, os plantios de milho nos lotes vagos e nos quintais das casas dentro das cidades, bem como plantas tigueras e as plantas vegetando ao longo das rodovias e estradas pelo Brasil, oriundas da caída de grãos dos caminhões que os transportam. “Com isso posto, verificamos a grande problemática neste complexo cigarrinha e enfezamentos no milho”, alerta Ivan Resende.

Com a temperalização dos híbridos brasileiros visando o aumento de produtividade, este problema já era esperado, mas é de suma importância termos programas de melhoramento estruturados para uma base genética que contemple produtividade com resistência ou tolerância, aliado à rusticidade e estabilidade de produção para enfrentar este grande desafio dos enfezamentos e de outras doenças em milho.

A Primaiz Sementes se propôs a isso e mostra resultados com seu programa de melhoramento para trazer resultados promissores e atuais para esses desafios da cultura do milho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!