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segunda-feira, julho 4, 2022
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Romanesco: uma hortaliça exótica

 

Adriana Souza Nascimento

Extensionista rural e engenheira agrônoma da EMATER/DF

emater.gama@gmail.com

 

Romanesco - uma hortaliça exótica - Crédito Bejo Sementes
Romanesco – uma hortaliça exótica – Crédito Bejo Sementes

O romanesco, uma hortaliça da família da couve-flor, tem um formato exótico, e sua forma geométrica é decorativa, sendo sua inflorescência a parte comestível. Sua consistência é ainda mais tenra que a da couve-flor, devendo, portanto, ser apenas levemente cozido, e podendo também ser utilizado cru, em saladas.

Panorama

A principal região produtora de romanesco é o Sudeste do Brasil, sendo os plantios ainda em pequena escala. Embora seja também chamado de brócolis romanesco, o romanesco é, na verdade, as múltiplas inflorescências comestíveis em forma de espiral da Brassica oleracea var. botrytis, uma variedade da espécie a que pertence também a couve-flor e da família botânica do brócolis, da couve, do repolho e da couve-de-bruxelas, denominada Brassicaceae (família das brássicas).

As plantas chegam a uma altura de 60 a 90 cm e o aspecto da cultura é muito semelhante ao da couve-flor “convencional“. As inflorescências não ficam expostas, e sim recobertas pelas próprias folhas.

Oferta e demanda

O romanesco é mais comumente encontrado em feiras livres e mercados especializados em venda direta ao consumidor, sendo a oferta do produto ainda limitada pela falta de conhecimento da cultura no Brasil. Em maior escala, os restaurantes são os principais consumidores.

Manejo

Antes do plantio recomenda-se realizar análise de solo para avaliar a necessidade de corretivos e determinação de adubação. É importante a verificação dos níveis de micronutrientes disponíveis no solo, principalmente boro e zinco.

O plantio é feito com mudas produzidas em sementeiras ou em bandejas de isopor para posterior transplantio. O espaçamento recomendado é de 1 m entrelinhas e 0,5 m entre plantas. É importante manter a cultura no limpo durante todo o seu ciclo produtivo.

O melhor período para o cultivo é de fevereiro a junho, e o ciclo da cultura é de 120 dias.

Cuidados

O romanesco pode ser cultivado sob pleno sol ou meia-sombra, em solos bem drenados, enriquecidos com matéria orgânica e irrigados regularmente. A cultura é pouco tolerante ao calor e as cabeças precisam crescer à sombra de suas próprias folhas que recobrem as inflorescências, para ficarem com a cor verde-limão, mais atrativa para o mercado.

Do contrário, expostas ao sol, as pequeninas flores se abrem e suas diminutas pétalas tornam-se avermelhadas, rosadas ou arroxeadas, o que não prejudica a qualidade nutricional.

Os cultivos devem ser observados e manejados com atenção e regularmente, pois os romanescos são suscetíveis a pragas e doenças, como a traça das crucíferas (Plutella xylostella), praga comum às brássicas.

 

Custo de produção x produtividade

O custo de produção do romanesco também se assemelha ao do brócolis e da couve-flor, considerando-se todos os insumos e serviços. A produtividade gira em torno de 18.000 cabeças (inflorescências/ha).

Essa matéria completa você encontra na edição de fevereiro/2015 da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira a sua para leitura completa!

 

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