Safra de verão: Está na hora do plantio

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Autores

Lucas Alexandre Batista lucaslabatista@gmail.com

Rafaela da Silva Muraro murarorafa@gmail.com

Engenheiros agrônomos – Universidade Federal de Lavras (UFLA)

Gabriel Freitag Graduando em Agronomia – UFLAfreitag.gr@gmail.com

Giovani Facco Doutor em Agronomia – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)giovanifacco2011@gmail.com

Plantio – Crédito: Shutterstock

No Brasil, a agricultura está no momento de realizar uma das ações mais importantes para a safra de verão: o plantio. É durante esse período que a população de plantas é definida, de acordo com o ajuste de cada região de cultivo.

Assim, definimos o manejo para que a cultura tenha absorção adequada de radiação solar, água e nutrientes, como também se defender de organismos nocivos, como insetos, fungos, bactérias, nematoides e evitar ou reduzir a competição com plantas daninhas, entre outros desafios naturais. O sucesso de um plantio eficiente vem do entendimento sobre os diversos fatores que estão envolvidos no processo.

Plantio da safra de verão

O Brasil possui localização privilegiada para agricultura. Apesar de ter uma extensão territorial de dimensões continentais, as estações do ano no País não são bem definidas, dando a impressão de serem apenas duas: inverno e verão.

Setembro é o início da primavera e a perspectiva para as chuvas começam, sinalizando o início do plantio de verão. No Brasil, basicamente quando termina uma safra se inicia outra, sendo complementares. E como a safra de verão é de altos investimentos, todos os cuidados devem ser tomados para um desenvolvimento inicial da lavoura.

Desafios

O clima pode ser um desafio para o sucesso da cultura. Para estabelecer o estande de plantas, por exemplo, o ambiente quente e úmido exige mais cuidados agronômicos do agricultor, que pode buscar ajuda junto a um profissional de confiança.

A chuva também merece atenção, pois os solos estão muito secos pela falta de qualquer tipo de precipitação nos últimos meses que antecedem e exigirão chuva para começar a plantar. No entanto, os modelos de previsão não são promissores no momento.

Para a safra 2020/21 está previsto um padrão de La Niña, trazendo um início tardio de chuvas no Brasil Central. Se ocorrerem atrasos no início das chuvas, como esperado, isso pode causar um transtorno para as culturas de milho e algodão de segunda safra (safrinha), que se seguem no outono e início do inverno do Hemisfério Sul.

A seca causada pelo efeito La Niña também está acontecendo em grande parte da Argentina. O extremo norte do país teve chuvas periódicas, mas a maioria das outras áreas têm sido relativamente secas.

Safra e safrinha

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