Silício é ferramenta contra doenças das folhosas

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Marcos Roberto Ribeiro-Junior
Engenheiro agrônomo e doutorando em Agronomia/Proteção de Plantas – UNESP
marcos.ribeiro@unesp.br
Daniele Maria do Nascimento
Engenheira agrônoma e doutora em Agronomia/Proteção de Plantas – UNESP
Adriana Zanin Kronka
Engenheira agrônoma, doutora em Agronomia/Fitopatologia e professora – UNESP

As folhosas fazem parte da dieta da maioria da população mundial, estando sujeitas a uma ampla gama de estresses bióticos e abióticos. Para superarem isso, essas plantas requerem um suprimento adequado de macro e micronutrientes, como o silício (Si).
Embora nem sempre tenha sido considerado um elemento importante, sabemos hoje que o Si desempenha um papel fundamental na proteção da planta contra pragas e doenças. Aproximadamente 27% da crosta terrestre são compostos de Si, que geralmente ocorre na forma de silicatos ou óxidos de silício. Contudo, as formas de Si destinadas às plantas são escassas.
Dentre os estresses abióticos que acometem as plantas e que são minimizados pela aplicação de Si, podemos citar a radiação ultravioleta e a toxicidade por metais pesados. Metais pesados são prejudiciais ao crescimento das plantas, as quais acumulam esses compostos, que também representam um perigo à saúde humana. A aplicação de Si reduz essa toxicidade.

Mudanças climáticas

Nos últimos anos, em decorrência das mudanças climáticas, temos observado um aumento das temperaturas. Algumas culturas podem ser mais sensíveis a isso, como o agrião e o almeirão, que crescem em temperaturas entre 14 a 25ºC.
Plantas sob condições de estresses produzem espécies reativas de oxigênio (ROS), e o Si, ao induzir a produção de compostos fenólicos, com ação antioxidante, pode amenizar o estresse devido às altas temperaturas.

Controle de doenças

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