Silício reduz oídio em eucalipto

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Suzeth Carvalho SousaGraduanda em Agronomia – Unicerradosuzecarvalho10@gmail.com

Pauletti K. RochaEngenheira agrônoma, mestra em Agronomia e diretora do curso de Agronomia – Unicerrado paulettirocha@unicerrado.edu.br

Floresta – Crédito Wiliam Aquino

O eucalipto (Eucalyptus sp) é uma planta originária da Austrália, com mais de 700 espécies reconhecidas botanicamente. Algumas espécies foram introduzidas no Brasil e tiveram uma boa adaptação às condições edafoclimáticas brasileiras e hoje é uma planta de grande importância econômica, visto que pode ter múltiplos usos e finalidades devido às suas características físicas e químicas, que vão desde o uso de sua madeira até mesmo à extração de óleos essenciais.

Devido a sua importância econômica, há uma grande demanda por mudas. Sendo assim, tem-se vários viveiros especializados na produção de mudas e manejo de plantios adultos. Um dos gargalos na produção de eucalipto é a incidência de doenças, sendo a principal o oídio (Oidium eucalypti), doença fúngica que ataca a parte aérea da planta e de grande incidência tanto nos viveiros, casas de vegetação, como a campo.

Sua ocorrência é mais frequente em épocas de estiagem prolongadas, podendo ocorrer em condições de umidade alta, sob clima frio ou quente, mas também pode ocorrer em condições de seca sob clima quente.

Sintomas

Os sintomas são notados nas brotações e gemas, que são preferencialmente atacados e quando não morrem, dão origem a folhas de limbo enrugado, afilado e geralmente com uma metade mais estreita do que outra. O ataque sucessivo às brotações resulta em superbrotamento, com perda da qualidade da muda.

No campo, o sintoma toma maior importância pela perda da dominância apical, comprometendo a formação de um fuste reto para a produção de postes ou mourões. Nas partes afetadas, ocorre um crescimento esbranquiçado, pulverulento, constituído por micélios e estruturas reprodutivas do patógeno, típico dos oídios.

Disseminação

A doença dissemina-se facilmente através do contato entre plantas doentes e sadias ou pelo vento e respingos da chuva. A doença não mata o hospedeiro, mas utiliza seus nutrientes, promovendo uma redução da fotossíntese, aumentando a respiração e a transpiração, concorrendo para diminuir o crescimento da planta e a produção vegetal, podendo ter uma redução entre 20 a 40%.

Controle

O melhor método para o controle dessa doença em florestas é a exploração da variabilidade genética, utilizando-se espécies tolerantes ou resistentes. Em condições de campo, o oídio é importante na folhagem juvenil de E. citriodora, porém, na troca desta folhagem pela adulta, a doença não ocorre mais, o que dispensa medidas de controle.

A existência de indivíduos sem apresentar doença ou com baixa severidade, mostra a possibilidade do uso do melhoramento genético. Atualmente, o controle químico é o mais utilizado, através de fungicidas registrados para a cultura, sendo produtos à base de triazois e estrobirulinas, que por meio da alternância demonstram eficiência no controle da doença e também uma estratégia no combate à resistência.

Alternativas

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