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sexta-feira, agosto 19, 2022
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Silvicultura vai do convencional aos transgênicos

Nelson Barboza Leite

Diretor da Teca e Daplan

nbleite@uol.com.br

Crédito Shutterstock
Crédito Shutterstock

As estatísticas da IBA (Indústria Brasileira de Árvores) falam em 7,74 milhões de ha plantadas com florestas no Brasil, no ano de 2014, envolvendo os cultivos de todas as espécies. Estudos pontuais mostram produtividades em locais específicos, mas não permitem generalizações. Há informações de toda ordem, variando de 30,35 a valores acima de 50,60 metros cúbicos/ha/ano. Acreditamos que a produtividade média das florestas bem conduzidas em regiões sem limitações edafoclimáticas possa estar próxima de 40 metros cúbicos/ha/ano. Nos anos 70, a produtividade das mesmas florestas deveria estar por volta de 25 metros cúbicos /ha/ano.

A silvicultura evoluiu muito nos aspectos técnicos, sociais e ambientais. Com certeza, é a atividade rural que mais evoluiu na direção dos conceitos da sustentabilidade. A tecnologia evoluiu muito, com destaque para o uso de materiais genéticos de qualidade superior, por meio de clones muito bem selecionados, e para os aspectos nutricionais em quantidade e qualidade. A genética e a nutrição evoluíram e exigiram o desenvolvimento de todas as atividades operacionais. A integração de todas essas variáveis operacionais é que elevaram as produtividades.

A qualidade da madeira tem evoluído nas áreas em que se faz o manejo para uso alternativo da madeira. A diferença é significativa. O uso de clones específicos também pode influenciar na madeira produzida: uniformiza a matéria-prima, pode aumentar ou diminuir a densidade, etc.

Quanto custa?

 O custo de formação das florestas pode variar em função de inúmeros fatores, com destaque para as condições e possibilidades de mecanização, custo da mão-de-obra e dos insumos. Um valor médio gira em torno de R$ 6.000,00 para implantação e os primeiros anos de manutenção.

Viabilidade

Implantar florestas como investimento é um bom negócio, mas é preciso estar atento aos seguintes aspectos: mercado consumidor e uso de tecnologia. Há necessidade de recursos para executar bem as atividades de campo, fazer manutenções e todo cuidado com pragas e doenças.

É preciso, ainda, selecionar com critério os locais para plantio das florestas, pois a sua substituição no futuro é muito cara. Terra de floresta vai ser sempre terra de floresta!

Há de se tomar cuidado especial com os aspectos ambientais.  Não se deve plantar perto das nascentes, sendo primordial evitar o desmatamento para se fazer o plantio. O ideal é ocupar áreas desmatadas e que não sejam ocupadas por culturas agrícolas. Só faça floresta se tiver apoio técnico e garantia de mercado consumidor!

Essa matéria você encontra na edição de fevereiro/março 2016  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua.

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