15.2 C
Uberlândia
domingo, julho 14, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioAnimaisSomente 10% dos bovinos são confinados

Somente 10% dos bovinos são confinados

Consultor técnico da Trouw Nutrition destaca o planejamento alimentar como base para bom retorno econômico do sistema de terminação intensiva.

O número de bovinos confinados no Brasil aumenta de forma significativa. Segundo estimativas, varia de 4,5 a 5 milhões de cabeças por ano. E a tendência é de crescimento constante. De outro lado, a área de pastagem diminui proporcionalmente. Neste cenário, a pecuária precisa ser cada vez mais produtiva e o confinamento é uma técnica eficaz. “A terminação intensiva no Brasil ainda tem muito espaço de crescimento e aprimoramento. Atualmente, representa em torno de 10% a 12% do total de bovinos abatidos. Nos Estados Unidos, é praticamente 100%”, informa o dr. Marco Antônio Balsalobre, consultor técnico da Trouw Nutrition.

Para Balsalobre, o pecuarista precisa enxergar o sistema de terminação intensiva como uma ferramenta que proporciona sustentabilidade e lucro ao negócio. “O processo de intensificação da produção gera ganhos ambientais, sociais e econômico. O pecuarista aumenta seu patrimônio, capital de giro e rebanho. A intensificação representa aumentar a produção por hectare em quilos de carne produzida”, explica o consultor, destacando a necessidade de usar tecnologias nutricionais para potencializar o ganho de peso dos animais durante o confinamento. Além disso, a terminação intensiva também é uma ferramenta para melhorar a qualidade das carcaças, o que significa bonificação adicional do frigorífico.

O especialista explica a melhoria da produtividade está diretamente ligada ao aumento do número de cabeças por hectare e/ou melhoria do ganho de peso por meio da suplementação. “O ideal é a combinação desses dois indicadores. Quando associamos adubação, manejo de pastagens e suplementação, os resultados são excelentes, assim como o retorno econômico ao negócio”, destaca o consultor técnico da Trouw Nutrition.

Importante destacar que há um ponto ótimo de lotação de animais por área para ter ótimo ganho de peso. Depois desse ponto, quanto mais o produtor aumenta o rebanho menor é o ganho de peso por animal. “É aí que entra a suplementação para compensar a menor área por animal”, diz Marco Antônio Balsalobre. Ele destaca que toda forma de intensificação tem suas exigências, mas o planejamento alimentar ainda é o calcanhar de Aquiles em muitas fazendas.

ARTIGOS RELACIONADOS

Bem-estar de bovinos leiteiros é tema de estudo no Brasil

Frente a uma demanda de mercado de alguns laticínios, impulsionada pelo novo olhar dos consumidores sob os produtos lácteos, um forte movimento de promoção do bem-estar animal na cadeia produtiva do leite surge no Brasil, desde meados do ano de 2015. E, junto com ele, a ampliação da adoção das boas práticas de manejo em fazendas leiteiras

Estratégias para otimizar a função reprodutiva de fêmeas bovinas

Bruno Cappellozza - Gerente Pesquisa & Desenvolvimento - Nutricorp Reinaldo Cooke - Professor Associado de Bovinocultura de Corte - Texas A&M University...

Demanda chinesa por carne pode crescer até 2021

O PIB chinês registrou alta de 3,2% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com dados do governo local.

Formação de pastagem eficiente começa antes do plantio

Especialista explica o passo a passo necessário para o agropecuarista conseguir obter uma área de pasto produtiva para o rebanho: análise de solo, escolha da forrageira de acordo com a categoria animal, adubação, preparo do solo e só então a semeadura.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!