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quarta-feira, julho 6, 2022
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Spodoptera albula tem registros de infestações em soja

Antonio Germano Carpim Rocha

Engenheiro agrônomo, mestrando em produção vegetal

antoniocarpim@hotmail.com

Eduardo Lima do Carmo

Professor da Universidade de Rio Verde

eduardo@unirv.edu.br

 

Créditos Antonio Germano Carpim
Créditos Antonio Germano Carpim

Registrada em diversas culturas, a Spodopteraalbula pode ser encontrada em diversos locais, como EUA, Caribe, América Central e América do Sul. Contudo, aumentos populacionais dessa praga foram observados na safra agrícola 2015/16 em lavouras de soja nos Estados de Goiás (Rio Verde) e Mato Grosso (Querência).

Uma a uma

Pertencente ao gênero Spodopterasp., no qual estão incluídas, de forma generalizada, as “lagartas-pretas“, a referida praga, por sua vez, passa despercebida a campo, visto a semelhança morfológica e biológica com outras, como S. cosmioides e S. eridania. Trata-se de um lepidóptero polífago que se alimenta, principalmente, de folhas e frutos, podendo ocasionar danos econômicos aos produtores rurais.

Na América Central há relatos dessa lagarta ocasionando desfolha acentuada em culturas como: algodão, milho, girassol, soja, tomate, hortaliças, às vezes inviabilizando o cultivo. No Brasil, foram observadas situações em que a praga provocou danos à cultura da soja, como desfolha nos terços superiores da planta, cujas infestações ocorreram em “reboleiras“.

Potencial destrutivo

Essa praga possui alto potencial reprodutivo, uma vez que a mariposa fêmea pode ovipositar de 150 a 250 ovos. Logo após a eclosão, lagartas de ínstares iniciais raspam o limbo foliar e, conforme vão se desenvolvendo, destroem as folhas por completo.

Possuem coloração que varia de preto-acinzentado a castanho-acinzentado, com duas fileiras dorsais de manchas triangulares escuras, cada uma delas com um ponto branco no centro.

A linha subespiracular é ausente ou fraca e as linhas dorsais e subdorsais são, frequentemente, de cor amarelo-brilhante, vermelha ou laranja, podendo ser fracamente marcada. A cabeça é castanha com manchas pretas (King; Saunders, 1984).O ciclo completo dessa praga é de aproximadamente 30 dias.

Colocar a mariposa sobre a lavoura (montagem) - Créditos Antonio Germano Carpim
Colocar a mariposa sobre a lavoura (montagem) – Créditos Antonio Germano Carpim

Controle

Poucas são as informações sobre seu controle na cultura da soja, mas foi relatado que S. albula compartilha com as demais lagartas do gênero Spodoptera resistência ao gene Cry1Ac de Bacillus thuringiensis. Alguns parâmetros, como o monitoramento do número de lagartas por batida de pano, bem como o nível de desfolha nas plantas, podem indicar sua presença na lavoura.

Assim, táticas de controle utilizadas para outras lagartas de mesmo gênero, por enquanto, podem ser aplicadas a S. albula, com a ressalva de rotacionar os princípios ativos de inseticidas a serem aplicados, com a finalidade de evitar a resistência da praga.

Não menos importante, ações como a eliminação de plantas voluntárias e hospedeiras, bem como o controle biológico e rotação de culturas favorecem o controle da lagarta.

Essa matéria você encontra na edição de agosto 2016 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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