Tratamento de sementes

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Anne Carolline Maia LinharesLicenciada em Ciências Agrárias e doutoranda em Ciência do Solo – Universidade Federal da Paraíba (UFPB)anemaia-16@hotmail.com

Maria Idaline Pessoa Cavalcanti Engenheira agrônoma e doutoranda em Ciência do Solo – UFPBidalinepessoa@hotmail.com

Algodão – Crédito: Shutterstock

A semente, como organismo vivo, é seguramente o insumo de maior importância para o setor agrícola, pois, direta ou indiretamente, é o insumo que incorpora grande parte dos avanços tecnológicos que vêm sendo desenvolvidos ao longo de décadas de pesquisas.

Como vetor de transferência de tecnologia, a semente leva consigo características de suma importância para qualquer cultura, como adaptabilidade a diferentes tipos de solo, clima e regiões, além da capacidade produtiva e resistência a inúmeras pragas e doenças.

O somatório desses fatores é fundamental para o sucesso de qualquer empreendimento agrícola, fazendo-se necessário à utilização de sementes de alta qualidade física, fisiológica, genética e sanitária.

O uso de sementes de qualidade tornou-se importante para o desempenho produtivo, possibilitando a emergência uniforme das plantas e uma grande quantidade de plantas vigorosas, com respostas diretas no aumento da produção por área plantada.

Dada a diversidade de cultivares disponíveis em diferentes programas de melhoramento, transgênicas ou não, buscam-se estudos que auxiliem o produtor na escolha das cultivares.

Proteção das sementes

O tratamento de sementes é uma técnica aplicada em diversas culturas para uma variedade de objetivos, sendo a principal utilização como uma forma de garantia e proteção de sementes contra o ataque de patógenos durante o armazenamento e a germinação e, consequentemente, garantir o estabelecimento do cultivo.

O uso de defensivos agrícolas no tratamento de sementes confere à planta condições de defesa, o que possibilita maior potencial para o desenvolvimento inicial da cultura (Martins; Botton; Carbonari, 1996).

De um modo geral, o tratamento de sementes pode ser abordado sob dois aspectos: o tratamento protetor ou sanitário, visando basicamente o controle de pragas e doenças e o tratamento funcional, cuja finalidade é garantir o desempenho das sementes, seja por produtos ou processos que não apresentam propriedades biocidas.

Enquadram-se nesta categoria a peliculização, como polímeros, peletização, aplicação de corantes, fitorreguladores, micronutrientes, Rhizobium, ou condicionamento fisiológico (priming) e outras formas de valorização de lotes de sementes. Em todos esses processos é importante ressaltar que há sempre agregação de valor ao insumo semente (Machado et al., 2006)

Detalhes importantes

Dentre os produtos geralmente aplicados, se incluem os defensivos agrícolas (fungicidas, inseticidas e nematicidas), os produtos biológicos (Trichoderma, Bacillus) e inoculantes (Rhizobium, fixadores de nitrogênio), os bioestimulantes (reguladores vegetais) e os micronutrientes. (Menten; Moraes, 2010).

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