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quarta-feira, janeiro 26, 2022
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Trichoderma + fósforo

Fábio Olivieri de Nobile Professor titular do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos (UNIFEB) fabio.nobile@unifeb.edu.br

Maria Gabriela Anunciação Engenheira agrônoma – UNIFEB

Feijão – Créditos: shurtterstock

O feijão é um clássico na alimentação do brasileiro, apresentando grande importância econômica e social. O grão é uma das principais fontes proteicas, em todas as esferas sociais. Dessa maneira, é preciso citar que a área de produção implantada com feijoeiro apresenta certa estabilidade, mas apresenta grande variabilidade em relação ao método de manejo, podendo ser, em sua maioria, sequeiro ou irrigado.

Apesar das novas tecnologias genéticas e de insumo, o sistema agrícola não é exatamente acompanhado pela redução de risco, em especial os sistemas irrigados que possuem acúmulo de diversos patógenos e pragas, beneficiados pela umidade e sucessão de culturas hospedeiras.

Dados da Embrapa resumem que, no Brasil, o feijoeiro possui sete patógenos de solo com acentuada importância, sendo seis fungos e uma bactéria. As podridões secas, compreendidas pelos fungos do gênero Fusarium, integra este grupo de patógenos do solo transmitidos também por sementes.

Os fungos do gênero Fusarium são favorecidos por temperaturas altas, compactação e alta umidade do solo, condições comuns onde há cultivo intensivo, especialmente irrigado.

Dentre as formas de tratamento, pode-se destacar o uso de fungicidas no tratamento inicial de sementes e o uso de cultivares que produzam maior volume de raízes, utilizando uma boa densidade de semeadura e evitando práticas que possam gerar ferimentos nas raízes.

Danos fatais

As doenças de solo compõem um dos principais pilares da perda de produtividade do feijoeiro, sendo que o complexo de fungos do gênero Fusarium pode causar até 100% de perda.

As plantas afetadas podem ser identificadas pelo aspecto das folhas, visto que estas se tornam pálidas e flácidas, amareladas até, finalmente, caírem, de forma a causar a morte da planta.

Relata-se que a murcha é mais comum na fase reprodutiva, no entanto, plantas jovens, onde o caule ainda não apresenta alta lignificação, apresentam um murchamento muito rápido que leva à morte da planta.

No caule também é possível observar lesões avermelhadas, quando cortado de maneira longitudinal. Os tecidos vasculares apresentam coloração escura, e fisiologicamente falando a planta se torna incapaz de transportar nutrientes e água.

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