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quinta-feira, janeiro 27, 2022
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Trichoderma na pós-colheita elimina mofo-branco

Cristiane de Pieri
Bióloga, doutora em Ciência Florestal – UNESP e professora do Curso de Agronomia – FAEF, Garça (SP)
pieri_cris@yahoo.com.br

O mofo-branco, doença popularmente conhecida como podridão de esclerotínia, é causado pela espécie de fungo Sclerotinia sclerotiorum. Esse fitopatógeno tem uma ampla gama de hospedeiros. Estima-se que ele infecte mais de 400 espécies, dentre elas diversas espécies agrícolas de interesse econômico, como: girassol, alcachofra, alface, abóbora, feijão, algodão, chicória, amendoim, batata, melão, pepino, berinjela, tomate, soja, etc.
O mofo-branco é uma doença de grande importância no Brasil, principalmente para a cultura do feijão, da soja e do algodão.
Na década de 70, quando houve a primeira epidemia de S. sclerotiorum na soja, as perdas chegaram em 70%. No feijoeiro, anos mais tarde os prejuízos chegaram a 100% em áreas irrigadas por pivô central. Já na década de 90 foi a vez da cultura do algodoeiro sofrer com os danos com a doença.
Até os dias atuais, S. sclerotiorum causa perdas na produção, as quais podem chegar à ordem de 30 a 50%, dependendo da cultura atacada. Em períodos chuvosos e sem medidas preventivas de controle, as perdas podem chegar a 100%.

Pelo Brasil afora

Além de atacar uma variedade de espécies agrícolas de importância econômica, este fungo possui ampla distribuição geográfica, é encontrado em diferentes regiões produtoras, sejam temperadas, tropicais e subtropicais e, no Brasil está no Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
Isso faz com que a doença, em algumas regiões, ataque o ciclo todo de uma determinada cultura, ou seja, incidindo desde a fase de emergência, passando pela fase vegetativa até a fase reprodutiva. Temperaturas entre 15 a 25ºC e alta umidade relativa favorecem o desenvolvimento da doença no campo.
Para o feijoeiro, a doença tem ocorrência entre os meses de outono e inverno, onde há baixa na temperatura (15 à 25ºC), principalmente no Centro-Sul do País.

Sintomas

Esta doença pode atacar todos os órgãos da cultura hospedeira, desde hastes, ramos, flores, frutos, até raízes. Lesões com aspectos encharcados nos órgãos acometidos pelos fungos são tidos como sintomas iniciais da doença. A podridão na região do caule da planta é a principal sintomatologia causada pelo fungo em seus principais hospedeiros.
Como sintomas secundários observa-se o amarelecimento e murcha da parte aérea, seguido do secamento das folhas. É facilmente identificado nas culturas que infecta pelo micélio branco com aspecto contonoso que cresce nas superfícies dos tecidos lesionados.

Disseminação

O mofo-branco produz estruturas de resistência (sobrevivência), chamados de escleródios, que fazem com que o inóculo permaneça viável por longos períodos no solo (de meses há muitos anos (> 10 anos)).
Quando em condições edafoclimáticas favoráveis (elevada umidade e temperaturas iguais ou abaixo de 20ºC) e hospedeiro suscetível na área, essas estruturas germinam e dão continuidade ao ciclo de vida do fungo. As estruturas de resistência podem ficar abrigadas no interior ou sobre as sementes de plantas cultivas, sendo um dos meios da sua disseminação. Implementos agrícolas ou ainda a água de irrigação são outros meios.

Controle

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