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quarta-feira, julho 6, 2022
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Uso de fosfitos de potássio em seringueira

 

O uso de fosfitos de potássio aumenta a resistência a doenças devido à maior produção de fitoalexinas

 

Crédito Usina Santa Helena
Crédito Usina Santa Helena

O cancro da seringueira é causado principalmente por Phytophthoraspp, uma doença de grande importância, pois interrompe as sangrias e, em casos severos, causa a morte das plantas infectadas devido ao anelamento no tronco causado pelo apodrecimento da casca em toda a circunferência do tronco das plantas.

Prejudica, também, a produção, reduzindo a produtividade da lavoura. Os períodos de maior preocupação quanto ao surgimento das doenças são os chuvosos, que apresentam condições de alta umidade associado a temperaturas amenas, proporcionando condições de desenvolvimento do fungo que coloniza as plantas, causando sérios danos, como citados anteriormente.

Disseminação

A disseminação do patógeno ocorre pela chuva, pelo vento e ainda pela faca de sangria. O patógeno penetra nas plantas pelas lesões provocadas no painel durante a sangria ou por outros ferimentos que existam no tronco. Por isso, é muito importante que essa sangria seja feita com muito critério, evitando ferimentos nas plantas.

Controle

O controle do cancro deve ser preventivo para evitar maiores prejuízos, como utilizar clones resistentes em locais mais propícios e manejo fitossanitário para evitar o aparecimento e disseminação do patógeno. Quando a doença já está instalada, deve-se realizar cirurgias para retirada de porções afetadas da planta e fazer pulverizações com fungicidas.

Os fosfitos

São reconhecidos por órgãos de pesquisa os benefícios do uso de fosfitos de potássio em culturas de interesse agrícola, dentre os quais o aumento da resistência a doenças devido à maior produção de fitoalexinas (substâncias que aumentam a eficiência do sistema de defesa das plantas) e também por promoverem uma ação fungistática em alguns patógenos.

No caso da seringueira (Hevea brasiliensis), os fosfitos de potássio são utilizados desde a produção de mudas em viveiros até em associação com fungicidas no controle de doenças foliares (principalmente antracnose) e de painel de sangria (cancro, antracnose, entre outros).

Na prática

O APTA – Polo Regional Centro Oeste/UPD Marília, faz uso de fosfitos de potássio no plano de manejo nutricional das mudas de seringueira, por estes aumentarem a resistência das plantas a doenças foliares como antracnose e oídio, e assim permitir um maior vigor e uniformidade das mudas.

No caso de seringais em formação e explotação comercial, é usual os produtores de borracha natural utilizarem fosfitos de potássio em associação a fungicidas (estrobirulinas, triazóis e benzimidazóis) nas aplicações foliares e de painel no controle de doenças.

Segundo os engenheiros agrônomos Andrey Vetorelli Borges, FioravanteStucchi Neto e Lucas Fernando Simão (SAA/CATI Regional São José do Rio Preto – SP) vem aumentando o interesse pela utilização da tecnologia devido ao baixo custo e à boa eficiência nos resultados.

Para Andrey Vetorelli Borges, “os fosfitos possuem alta absorção e grande poder de translocação na planta, o que propicia um aumento da eficiência dos produtos associados às aplicações para controle de doenças”.

Sintomas de cancro em tronco de seringueira - Crédito Arlindo Pinheiro da Silveira
Sintomas de cancro em tronco de seringueira – Crédito Arlindo Pinheiro da Silveira

Recomendações

O engenheiro agrônomo Lucas Fernando Simão recomenda que o produto seja aplicado junto com fungicidas preventivos para doenças de painel, como o cancro, sendo recomendada a aplicação no painel de sangria, principalmente nos períodos chuvosos, que apresentam alta umidade.

Nesse período a aplicação deve ser, no mínimo, quinzenal,podendo ainda ser aplicado nas folhas para auxílio ao controle de doenças foliares, e ainda fornecendo nutrientes às plantas. A dosagem do produto varia de acordo com o tipo de aplicação (foliar ou no tronco), utilizando de dois a três litros por hectare. As adições do produto às pulverizações gera um custo adicional de R$ 20,00 a R$ 30,00 por hectare. “Sendo assim, é evidente que pela ação benéfica do fosfito de potássio estecaracteriza-se um ótimo custo-benefício para a cultura“, avalia.

O engenheiro agrônomoFioravanteStucchi Neto informa que na unidade demonstrativa de seringueira (SAA/CATI São José do Rio Preto/CA de José Bonifácio-SP) serão montados alguns experimentos para avaliação do uso de fosfitos de potássio no manejo da seringueira, possibilitando uma melhor avaliação técnica quanto ao seu uso na lavoura.

Essa matéria você encontra na edição de junho/julho da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira a sua.

 

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