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terça-feira, julho 5, 2022
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Uso do sensoriamento remoto na produção de tomate

Luana Keslley Nascimento Casais

Graduanda em Agronomia – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) – campus Paragominas

luana.casais@gmail.com

Jade Cristynne Franco Bezerra

jadefranco9@gmail.com

Ernandes Macedo da Cunha Neto

netomacedo878@gmail.com

Graduandos em Engenharia Florestal – UFRA, campus Paragominas

Luciana da Silva Borges

Doutora, professora – UFRA, campus Paragominas e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Horticultura da Amazônia (Hortizon) e do Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA-Paragominas)

luciana.borges@ufra.edu.br

Marcio Roberto da Silva Melo

Doutor e professor da UFRA, campus Paragominas

marcio.melo@ufra.edu.br

Crédito Iron de Lima

O sensoriamento remoto (SR) pode ser definido como um conjunto de técnicas destinadas à captação e registro da energia eletromagnética refletida/emitida de objetos presentes na superfície terrestre por sensores, sem que haja contato físico entre o sensor e a superfície estudada (Jensen, 2009).

O funcionamento do sensoriamento remoto baseia-se na identificação de quatro elementos importantes. São eles: a fonte (fornecedora da radiação eletromagnética – REM); o alvo (objeto/fenômeno a ser estudado); o sensor (equipamento capaz de captar a REM) e a própria REM.

O processo para obtenção de dados via sensoriamento remoto é relativamente simples. A REM emitida pela fonte, natural (sol) ou artificial (flash de luz, por exemplo), ao incidir sobre os alvos presentes na superfície terrestre promove uma interação com as propriedades físico-químicas dos mesmos, fazendo com que parte desta energia seja absorvida, transmitida e refletida.

Este percentual refletido será captado e registrado pelo sistema sensor, podendo ser convertido em fotografias aéreas ou imagens de satélite.

 

Culturas beneficiadas

 

O sensoriamento remoto fornece informações sobre o estádio de desenvolvimento das culturas e a detecção do ataque de pragas – Crédito Elton Fia

O sensoriamento remoto vem sendo amplamente utilizado em estudos de diversos alvos, como é o caso de áreas de florestas nativas e plantadas, áreas de pastagem, mas com enorme potencial para o setor agrícola, empregado principalmente no monitoramento de commodities agrícolas, a exemplo da soja, do milho e da cana-de-açúcar, geralmente cultivados em larga escala.

As técnicas de SR permitem que o produtor rural obtenha inúmeras informações a respeito de sua atividade agrícola, como a estimativa de área plantada, cálculo do número de plantas, o estádio de desenvolvimento das culturas e a detecção do ataque de pragas na plantação.

Todas essas informações acabam por subsidiar o produtor nas tomadas de decisão, sempre com o propósito de otimizar a utilização dos recursos, reduzir os custos de produção, proporcionando aumento de produtividade.

Em relação à tomaticultura, as técnicas de sensoriamento remoto favorecem a obtenção de informações sobre, por exemplo, a evapotranspiração, estresse hídrico, o estádio de desenvolvimento do tomateiro e a expectativa de produtividade desta cultura.

 

Como implantar a técnica

 

Atualmente, é bastante simples, por meio da internet, ter acesso a inúmeras plataformas que disponibilizam imagens de maneira gratuita, assim como plataformas que fornecem softwares livres para o tratamento dos dados.

No entanto, é importantíssimo que o operador seja conhecedor dos preceitos que sustentam esta técnica para que sejam gerados produtos confiáveis ao término das análises.

De maneira geral, toda pesquisa com SR inicia com a definição e caracterização do alvo. Pautando-se nessas informações, será definida qual imagem será utilizada na pesquisa.

No processo de escolha das imagens, deve-se levar em consideração as características das quatro resoluções das imagens (espacial, espectral, radiométrica e temporal), e como estas podem ser associadas às características do fenômeno estudado.

Um dos maiores inconvenientes nesta prática refere-se ao índice elevado de nuvens presentes nas imagens, tornando-se um impedimento físico para observação dos alvos.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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