VANT amplia os horizontes do silvicultor

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Daniel da Silva Souza

Geógrafo, engenheiro florestal e diretor da Ecototus Serviços Florestais

geocentrosul@gmail.com

Crédito Pixabay

O uso de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) e de drones tem sido crescente nos mais diversos setores da cadeia produtiva brasileira. De modo geral, o termo VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) é aplicado para aeronaves com asa fixa. Já a nomenclatura “drones“ se encaixa para veículos aéreos com asas rotativas e, por fazerem um barulho semelhante ao zumbido dos zangões, receberam o nome de drone, termo em inglês que se refere a zangão.

Além da arquitetura das asas, outra diferença deve ser levada em conta: a área de uso. Em áreas urbanas ou com formação florestal densa, os drones são mais recomendados por conseguirem levantar voo na vertical e também pousarem assim. Já os VANTs precisam de grande espaço livre para o pouso e a decolagem, exigindo áreas abertas.

Por outro lado, os modelos de asa fixa conseguem sobrevoar áreas bem maiores que os drones, quando se considera a mesma duração de voo.Ambos, entretanto, são potencialmente elegíveis enquanto ferramentas de tomada de decisão.

 

Versatilidade

 

Na área florestal eles podem ser utilizados do início ao fim da cadeia produtiva. Antes de implantar os talhões florestais, os VANTs ou drones podem sobrevoar as áreas e indicar, após o devido processamento, qual o melhor traçado das curvas de nível, a melhor composição e locação da malha viária (levando em conta o menor custo para abertura, manutenção e conservação destas). São capazes, ainda, de identificar e classificar as áreas em diferentes sítios de produtividades.

Com os talhões florestais estabelecidos, os VANTs ou drones podem identificar as falhas no plantio com muita agilidade, permitindo a tomada de decisão para a imediata substituição dos indivíduos mortos. É possível também identificar ataques de formigas e outros inimigos naturais já no início, bem como mapear possível estresse hídrico, nutricional ou qualquer ocorrência fitopatológica indesejada.

O inventário florestal em diversas empresas já tem contado com o uso dos VANTs e obtido vantagens, como maior área amostral (ou até mesmo censo total) e erro inferior a 1%, além da grande redução de tempo.

 

Imagens com qualidade total

 

Os VANTs/drones podem ser utilizados com qualquer periodicidade, tendo as imagens disponibilizadas praticamente em tempo real e, por voarem abaixo das nuvens, o tratamento e processamento das imagens é ainda mais simples e rápido.

Qualquer cultura florestal ou povoamento, seja nativo ou plantado, pode ser beneficiada pelo uso dos VANTs/drones. Mas é preciso saber qual sensor deve ser embarcado para melhor captação das informações do alvo específico.

Um erro comum é usar apenas o GPS de navegação embarcado no VANT para georreferenciar as imagens. A maioria dos VANTs/drones usa apenas GPS de navegação a bordo.

 

Quanto custa?

 

Quanto aos preços, os drones e VANTs para uso profissional são relativamente acessíveis. Há, no mercado, drones que geram produtos cartográficos Classe A por menos de R$10 mil. VANTs com sensores multiespectrais e GPS geodésico são mais caros, mas podem ser encontrados por R$100 mil.

Essa matéria você encontra na edição de novembro/dezembro  de 2018 da Revista Campo & Negócios Floresta. Adquira o seu exemplar.