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Vantagens dos fertilizantes para fertirrigação em viveiro de mudas

 

Vinícius Evangelista Silva

Engenheiro florestal, MS em Solos e especialista em Nutrição e Manejo Florestal

vinicius.silva@eldoradobrasil.com.br

José Geraldo Mageste

Engenheiro florestal, Ph.D em Manejo Florestal e professor da UFVJM à disposição da UFU

jgmageste@ufu.br

 

Mudas de eucalipto - Crédito Luize Hess
Mudas de eucalipto – Crédito Luize Hess

Mudas bem nutridas são árvores bem desenvolvidas. Mudas são como crianças, se têm saúde conseguem atravessar adversidades e se tornarem indivíduos fortes, com resistências diversas. Neste momento, por exemplo, em que atravessamos condições adversas para plantio, dado o veranico e temperaturas elevadas, somente mudas nutridas e adequadamente maduras conseguem sobreviver no campo.

Estamos falando das mais diversas mudas florestais, seja pinus, eucalipto, seringueira, mogno ou teca.

Atenção redobrada

Uma nutrição adequada deve vir acompanhada de uma irrigação bem direcionada, com água de boa qualidade epH adequado. Os aspectos nutricionais de mudas de eucalipto e pinus, por exemplo, são amplamente conhecidos.

Facilmente, a maioria dos produtores dessas espécies conhece mudas desnutridas, que passaram por algum stress ou que têm doenças associadas. Recentemente estão associando boa nutrição de plantas com ocorrências de pragas e doenças, definindo os mecanismos de atuação da nutrição também neste aspecto.

Quando se fala em nutrição mal feita, vêm à tona os “desbalanços“ nutricionais. Eles acontecem quando existem intervenções no sentido de apressar ou retardar o amadurecimento normal das mudas. Muitos viveiristas desejam apressar o crescimento das mudas de eucalipto e pinus fazendo aplicações frequentes de nitrogênio, por exemplo.

As mudas crescerão mais rapidamente, mas também reduzirão a resistência a doenças bacterianas, do tipo ataque de Xantomonas (Xantomonassp),sem falar em inúmeros outros.

Temos que imaginar que nutrição mal feita em mudas, além de reduzir o vigor das mudas, implica muito mais em plantas mal formadas, com dificuldades de desenvolvimento radicular e formação inicial da copa.

Fertirrigação é aplicada para produção de mudas em viveiros de eucalipto - Crédito Nilo Reis
Fertirrigação é aplicada para produção de mudas em viveiros de eucalipto – Crédito Nilo Reis

Problema a vista

Normalmente, temos observado maiores problemas de mudas mal nutridas no campo da seringueira ou espécies florestais nativas. Isto vem refletindo em mal pegamento de mudas usadas nos planos de revegetação de áreas degradadas. É uma consequência, pois mudas que já são mal formadas, fracas e mal nutridas são colocadas em um ambiente inóspito.

Erros

Os erros parecem estar mais associados a um substrato pobre em nutrientes ou a alguma anomalia para a nutrição ideal. Recentemente, identificou-se um substrato hidrófobo, isto é, com fácil rejeição da água (dado o excesso de cargas na superfície) e o viveirista insistia em usá-lo pelo baixo custo.

Como resultado, mudas raquíticas e mal formadas que não conseguiam se desenvolver no campo.

Mudas deseringueira demandam maiores quantidades de magnésio - Crédito Borbrás
Mudas deseringueira demandam maiores quantidades de magnésio – Crédito Borbrás

Nutrição direcionada

Não se pode iniciar a produção de mudas de qualquer espécie florestal pensando em fornecer exclusivamente um nutriente adequado para cada fase de crescimento das mudas.

Emboraas demandas nutricionais variem entre espécies florestais e entre as fases, a nutrição não se resume exclusivamente a fornecer nutrientes, seja no substrato ou na água de irrigação (fertirrigação). Existem características que são intrínsecas das espécies florestais, dos diversos fertilizantes, do ambiente e dos objetivos a serem alcançados com o desenvolvimento das mudas.

 Dentro de cada espécie, ainda variarão com as características físicas e químicas do substrato. Há muito tempo já se sabe que o substrato, por si só, não deve nem consegue fornecer todos os nutrientes demandados para se produzir uma excelente muda de uma determinada espécie florestal.

No início da produção de mudas, principalmente na década de 70, era comum colocar uma parte de esterco de gado, uma parte de areia fina e uma parte de terra escura de superfície para compor os substratos. Pensava-se que o nutriente(principalmente nitrogênio) do esterco bovino era suficiente para fornecimento adequado da fertilização para o desenvolvimento da muda.

Mas, com eles vinham às doenças, principalmente aquelas causadas por fungos. Além disso, cada substrato tinha uma composição mineral (nutricional), com variações enormes nos teores de nutrientes.

Não podemos imaginar que esterco de gado tenha a mesma composição mineral de norte a sul do Brasil. Era comum uma completa desordem nutricional. E o que é pior, determinado sintoma pode expressar uma mistura de deficiências nutricionais. Devemos pensar que o mais barato na produção de uma muda florestal é a aquisição das diversas fontes de nutrientes. É comum termos misturas que podem ser aplicadas na água de irrigação e suprir toda a demanda da muda.

Essa matéria completa você encontra na edição de fevereiro/março da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira a sua para leitura integral!

 

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