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Defensivos agrícolas ajudam a evitar perdas por requeima

Crescimento de área tratada é reflexo da estratégia de manejo do produtor para o controle dessas pragas e doenças

Créditos: Divulgação

Reconhecida como a terceira cultura mais importante do planeta, a produção anual de batata no Brasil é responsável por, aproximadamente, 3,5 milhões de toneladas em uma área de cerca de 130 mil hectares, segundo estimativas da Associação Brasileira de Batatas (ABBA). Para manter essa produtividade, os mais de cinco mil agricultores, espalhados por sete Estados (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Bahia) enfrentam diferentes desafios, como doenças e pragas que prejudicam as lavouras e levantam um alerta sobre a importância do uso de defensivos agrícolas para um controle mais assertivo de requeima e vaquinha.

Em um país tropical, como é o caso do Brasil, a intensidade das infestações depende de muitos fatores, como a época de plantio de acordo com as estações do ano, os processos de monocultura, a resistência às tecnologias de defesa e as mudanças climáticas.

Neste contexto, a vaquinha (Diabrotica speciosa), por exemplo, merece atenção especial pela alta capacidade de causar danos econômicos ao produtor. A praga, encontrada em praticamente todos os Estados brasileiros, possui o potencial de causar desfolha total e redução da qualidade do tubérculo da batata, reduzindo significativamente a produtividade e a qualidade do alimento.

Segundo o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, a adoção de medidas de controle é importante para o bom desempenho da produção, como, por exemplo, o uso de inseticidas aplicados para tratamentos de tubérculos, sementes, granulados ou pulverizados no sulco de plantio. “Esse método de controle é frequentemente empregado nas áreas dessa cultura, apresentando excelentes resultados”, salienta.

Já a requeima (Phytophthora infestans) é a principal ameaça da batata no mundo por sua agressividade. A doença pode acarretar a perda total da produção em poucos dias, com potencial para afetar severamente toda a parte aérea das plantas, como folhas, pecíolo e caules – e, em alguns casos, os tubérculos. De modo geral, como alerta Kogi, os sinais variam em função das condições de temperatura, umidade, intensidade luminosa e resistência do hospedeiro.

Para o manejo correto, o agricultor deve adotar medidas integradas, como aplicação sequencial de fungicidas de contato a partir da emergência, com posterior uso de produtos sistêmicos nas fases de crescimento vegetativo e tuberização para prevenir patógenos resistentes.

“Cada vez mais os bataticultores, reconhecidos pela produção de diferentes cultivares, como Batata-Inglesa, Baroa, Batata-Doce, Bolinha, Asterix, Baraka e Yacon, estão tratando suas áreas de plantio com defensivos agrícolas para obter uma maior produtividade em seus cultivos e rentabilidade de seus negócios na demanda crescente da população por alimentos seguros e de boa qualidade”, destaca Kagi.

Crescimento de áreas tratadas reflete no controle de pragas e doenças

Segundo pesquisa de campo encomendada pelo Sindiveg à Kynetec Brasil, em consequência da proliferação das pragas e doenças, a área tratada com defensivos (PAT) aumentou 3,4% na safra 2023/2024 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Como detalha o levantamento, o volume total de defensivos agrícolas destinado ao controle desses invasores nos mais diferentes cultivos no ano passado foi de 811.598 toneladas, considerando o número de aplicações necessárias. Desse total, 49% referem-se a herbicidas, 24% os fungicidas, 1% tratamento de sementes e 8% outros. Isso corresponde a 1.252.528 bilhão de hectares tratados.

“Esses números comprovam que o agricultor tem adotado estratégias eficazes para o manejo integrado, utilizando defensivos agrícolas de ponta. A indústria, por sua vez, se mantém atenta ao comportamento dessas pragas e doenças, entregando ao produtor brasileiro, seja ele de batata ou não, tecnologias mais assertivas, contribuindo para o aumento da produtividade e da rentabilidade”, finaliza o gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg.

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