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A importância da adubação de cobertura da batata

Douglas José Marques

Professor de Olericultura e Melhoramento Vegetal da Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS)

douglas.marques@unifenas.br

Hudson Carvalho Bianchini

Professor de Fertilidade do Solo da UNIFENAS

Fotos Shutterstock
Fotos Shutterstock

O solo deve constituir um substrato propício ao desenvolvimento da planta, inclusive dos tubérculos, sendo o desenvolvimento da cultura da batata bastante exigente em relação às propriedades físicas do solo. Por isso, solos de planalto são excepcionalmente favoráveis à bataticultura, desde que corrigidos e adubados.

Contrariamente, solos argilosos, pesados, pouco arejados e com drenagem lenta prejudicam o desenvolvimento da planta e dos tubérculos.

A cultura se desenvolve bem em solos com pH entre 5 e 6.Neste sentido, o produtor deve tomar cuidado para não elevar o pH acima de 6, para não favorecer a incidência de murcha-bacteriana e da sarna-comum. Se for utilizada a calagem, a saturação de bases deve ser de 60%.

Nutrição

Pesquisas realizadas no Brasil mostram que a ordem decrescente de extração dos nutrientes pela batateira é a seguinte: K, N, Ca, S, P e Mg. Embora o P seja o quinto nutriente, em ordem de extração, é o elemento que oferece maior resposta em produtividades nos solos brasileiros, devido à forte fixação deste nutriente nos solos tropicais.

O fósforo também favorece a formação de raízes, a tuberização e o tamanho dos tubérculos, além de acelerar o ciclo da cultura. A principal função do K na planta é a ativação enzimática. Também tem papel importante na regulação da turgidez dos tecidos, resistência à seca e salinidade, regulação da abertura e fechamento dos estômatos e aumento na resistência das plantas a doenças.

O K melhora a qualidade dos tubérculos e aumenta a conservação na pós-colheita. O nitrogênio aumenta a área foliar, contribuindo para elevar a produtividade, porém, o excesso favorece a incidência de doenças fúngicas e bacterianas. Por isso, a adubação nitrogenada deve ser realizada de forma criteriosa devido às diversas formas de perdas de N (erosão, lixiviação e volatilização).

Quando adubar

O adubo nitrogenado deve ser aplicado fracionadamente, sendo 30%, ou menos, utilizados no sulco de plantio. O restante é aplicado em uma única cobertura, incorporada pela amontoa, aos 25-35 dias do plantio.

A adubação fosfatada deve ser integralmente aplicada no sulco de plantio. Metade da adubação potássica pode ser aplicada no sulco de plantio e o restante, em cobertura, juntamente com N.

Esse parcelamento é especialmente favorável em solos arenosos, nos quais a perda por lixiviação de K é mais acentuada. Considere-se, também, que a elevada concentração salina, ocasionada pelas fontes usuais de N e K junto à batata-semente, pode danificar a brotação.

A fertirrigação tem sido uma opção interessante para adubar - Fotos Shutterstock
A fertirrigação tem sido uma opção interessante para adubar – Fotos Shutterstock

Manejo

Deve-se aplicar todo o fertilizante fosfatado e parte dos fertilizantes que contêm N e K no sulco de plantio. Imediatamente antes da amontoa, aplicar o restante do fertilizante e proceder a amontoa. Caso haja duas operações de amontoa, é aconselhável dividir a quantidade dos fertilizantes que serão aplicados no parcelamento em ambas as amontoas.

Dosagens

Antes de realizar a adubação na cultura, por se tratar de uma operação onerosa, o produtor deve procurar orientação técnica com um agrônomo que possua experiência e afinidade com a cultura. Geralmente a adubação recomendada para a cultura segue o sugerido na tabela a seguir.

Disponibilidade de P ou K Dose Total
P2O5 K2O N
——————-Kg ha-1——————–
Baixa 420 350 190
Média 300 220 190
Boa 120 150 190
Muito boa 50 0 190

Fonte: 5ª Aproximação

O parcelamento da adubação com NPK deve se basear na tabela abaixo:

Nutriente Plantio Adubação Adubação
———-% do total indicado acima———-
N 20 80 Aplicar se necessário
P 80 20 Aplicar se necessário
K 20 80 Aplicar se necessário

Fonte: 5ª Aproximação

Essa matéria você encontra na edição de janeiro 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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