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Agrishow começa com expectativa de movimentar R$ 13 bilhões em negócios

Foto Divulgação

Foi aberta oficialmente neste domingo (28) a 29º edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina. O evento, que ocorrerá entre os dias 29 de abril e 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP), deve receber cerca de 195 mil visitantes de mais de 50 países e conta com marcas líderes brasileiras em diversos segmentos e companhias com matriz em diferentes países, como Itália, Espanha, Alemanha, Colômbia, Holanda, China e Hong Kong.
 

O evento de abertura contou com a presença de autoridades como o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; e o Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai Filizzola. Durante a cerimônia, o presidente da Agrishow, João Marchesan, destacou a importância de fomentar o setor de máquinas e implementos para a agricultura. Segundo ele, são pouco mais de 1.800 fabricantes, dos mais variados tipos de bens que abastecem, além do mercado nacional, mais de 50 países com bens de alta qualidade e sofisticação tecnológica. O setor espera, sobretudo, auxiliar no cumprimento da meta de elevar de 18% para 75% a mecanização da agricultura familiar.
 

“À medida que o Brasil investir na modernização de suas máquinas, no aprimoramento de irrigação e na expansão da capacidade de armazenagem, estaremos fortalecendo os pilares essenciais para impulsionar nossa economia e promover o crescimento do PIB. O Brasil já é uma potência agrícola e pode se tornar ainda maior. Há mercados e temos terra, clima, tecnologia, agricultores e máquinas”, disse Marchesan.
 

O presidente da feira destacou ainda que é necessário um “Plano Safra forte, em prol da sustentabilidade do agronegócio brasileiro, sacudido e retumbante, com recursos suficientes para atender a demanda do agronegócio brasileiro, com juros controlados e compatíveis com o retorno do investimento do agricultor porque as taxas que estamos convivendo atualmente são incompatíveis com a realidade e as necessidades do agronegócio”.
 

Ainda segundo ele, “neste contexto, não apenas promovemos o desenvolvimento econômico do país, mas também garantimos a segurança alimentar, a preservação ambiental e o bem-estar de milhões de brasileiros”.
 

Novos negócios

Em 2023, a Agrishow registrou R$ 13,290 bilhões em negócios iniciados entre expositores e visitantes, representando um aumento de 18% em relação à edição anterior. Para 2024, a expectativa é que esse número seja semelhante. Para isso, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirma que é imprescindível um expressivo volume de recursos e taxas de juros compatíveis com o futuro da atividade no campo.
 

“Há muitos anos o campo é sinônimo de tecnologia. Prova disso é a agricultura de precisão, análise de dados em tempo real, máquinas autônomas, drones, agtechs e startups que atuam no agronegócio. Por ser uma atividade de risco pelas condições climáticas cada vez mais extremas e pelos preços das commodities internacionais, que influenciam o ganho final do produtor, temos na evolução tecnológica das máquinas e no aprimoramento dos processos de produção as soluções para superar e produzir mais alimentos com a mesma área sem perder a qualidade”, destaca Velloso.
 

Investimentos

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reiterou a importância da Agrishow e dos investimentos para a modernização cada vez mais constante da agricultura. “Eu venho aqui na Agrishow há mais de 20 anos e a feira só cresce”, disse, acrescentando ainda o anúncio da LCD (Letra de Crédito do Desenvolvimento). “Vamos tornar o crédito mais barato e promover depreciação acelerada para renovar máquinas e equipamentos, ganhar em produtividade e avançar mais”, destacou. Já o novo Plano Safra 2024/2025 deverá ser divulgado com mudanças, garantiu o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “Os juros começaram a ceder e, certamente, vão ceder no Plano Safra também. Serão menores que no ano passado. Quantos serão esses juros? Depende ainda dos cálculos, do tesouro, do orçamento e da responsabilidade fiscal, mas, em paralelo, nós estamos buscando recursos internacionais para o viés brasileiro de produção sustentável”, reforçou.
 

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