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Algodão baiano avança no cumprimento dos critérios de sustentabilidade

Além de atingir a sua segunda maior safra da história, o algodão produzido na Bahia também avançou no cumprimento dos rígidos critérios de sustentabilidade mundiais. Foram certificadas como sustentável 77,7% da área plantada da fibra na Bahia pela entidade suíça Better Cotton Iniciative (BCI) que atua em conjunto com o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), desenvolvido localmente pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). O programa certificou ao longo da safra 2018/2019 uma área total de 247.840 mil hectares, garantindo um crescimento de 29,4% da área de algodão que vem cumprindo à risca a legislação ambiental e adotando critérios de sustentabilidade dentro e fora das propriedades. Desde quando foi iniciado o programa, em 2011, a área classificada como sustentável saiu de 21,1% para os atuais 77,7% no Oeste da Bahia.

Segundo o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, estes resultados demonstram o quanto os cotonicultores baianos estão no mesmo patamar de excelência de outros grandes produtores como Austrália e Estados Unidos. “Além de investir tecnicamente nas melhores soluções de plantio, colheita, monitoramento de pragas e beneficiamento da fibra, os produtores baianos também investem em boas práticas sociais e ambientais e vem sendo reconhecidos internacionalmente pelo mercado com a chancela desta certificação”, afirma. Durante o trabalho de auditoria externa, são checados um total de 225 itens com parâmetros de sustentabilidade internacionais, ligado ao respeito dos trabalhadores no campo, a exemplo do cumprimento de normas de saúde e segurança; e da legislação trabalhista e de preservação de meio ambiente

O programa ABR tem como alicerce o incremento progressivo das boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas unidades produtivas de algodão na Bahia e em todo o Brasil, por meio das entidades ligadas à Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Segundo maior produtor de algodão do Brasil, na safra 2018/2019, foram colhidos 1,5 milhão de toneladas (caroço e pluma). Os agricultores iniciaram em dezembro o plantio da nova safra 2019/2020 que deverá se manter no mesmo patamar da última safra, com a uma área total prevista de 301.070 hectares. Cerca de 40% do algodão baiano é exportado para países asiáticos, como Indonésia, Bangladesh e Vietnã, e 60% é comercializado para as indústrias têxtis no Brasil. A Bahia contribui com a participação de 25% da safra nacional, sendo considerada a área agrícola com a maior produtividade de algodão não irrigado do mundo.

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