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Cultivo com fertilizante sem cloro aumenta em 10% produção de seringueiras em MG

Divulgação

Produtor de seringueira, banana prata e capim braquiária em Indianópolis (MG), Lúcio Antônio Pereira conseguiu ampliar a produção após adotar um modelo de cultivo mais sustentável, que elimina o cloro do manejo. O agricultor usava na propriedade o cloreto de potássio importado, que contém 40% de cloro em sua composição. 

Durante uma feira agrícola, há cinco anos, decidiu rever o processo usado para o cultivo, substituindo o cloreto de potássio pelo K Forte®, fonte de potássio e que não contém cloro. 

“Iniciamos uma transição para o produto sem cloro e hoje 30% da fazenda já é adubada com o K Forte®, eliminando o cloreto de potássio”, lembra. 

Atualmente, mais de cinco mil agricultores, como Lúcio Pereira, utilizam o fertilizante mineral sem cloro para cultivar alimentos em mais de um milhão de hectares. 

“Ao aplicar um produto que contém cloro, o agricultor acaba oferecendo à planta o alimento e ao mesmo tempo um veneno, que elimina os microrganismos do solo e que deveriam ser aliados da produção”, alerta Antonio Santos, diretor comercial da Verde Agritech, primeira empresa no mundo a aditivar microrganismos no fertilizante, sendo o bacillus aryabhattai, amplamente difundido na agricultura, o primeiro autorizado pelo Ministério da Agricultura. 

Extraído em São Gotardo e Matutina, interior de Minas Gerais, o K Forte® não contém produtos químicos em sua fabricação devido ao uso de uma tecnologia exclusiva, desenvolvida pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e patenteada pela empresa Verde Agritech. O produto, além de não conter cloro, também não se perde por lixiviação, e permite liberação gradual de nutrientes, sem compactar e nem salinizar o solo. O fertilizante é aplicável a todas as culturas agrícolas, e além disso, é aprovado para a agricultura orgânica. 

“Após o uso do K Forte®, as plantas ficaram muito mais saudáveis, por ser um produto multinutriente e de liberação lenta”, explica. “No cultivo da seringueira obtive um aumento de 10% na produção na safra passada, mesmo com fortes chuvas”. 

As boas práticas agronômicas adotadas na fazenda de 290 hectares, segundo o agricultor, também ajudaram a tornar as plantas mais resistentes às pragas e a fatores climáticos.  

“Tem setores que só uso este produto há três anos e está dando muito certo, com uma melhora visível nas plantas e no solo”, conta. 

Na propriedade de Lúcio, a aplicação do fertilizante K Forte® vem sendo expandida de forma gradual. Além da seringueira, o produto já é aplicado em lavouras de banana prata e braquiária. 

“Além da melhora na qualidade do solo e das plantas, o novo manejo, mais sustentável, também ajudou a reduzir custos, aumentando a lucratividade da propriedade”, afirma. 

Apenas no Brasil, mais de 30 culturas adubadas com o fertilizante K Forte apresentam melhor desempenho e redução de custos, segundo a Verde Agritech. 

“Quando o agricultor reduz o uso de produtos com cloro na propriedade, automaticamente os microrganismos presentes no solo passam a atuar como inimigos naturais de pragas, o que permite reduzir o uso de defensivos químicos, tornando a produção mais barata”, comenta Cristiano Veloso, fundador e CEO da Verde Agritech. 

Além do K Forte®, a Verde Agritech também produz o BAKS® e Silício Forte.  

O BAKS® pode fornecer potássio, enxofre, boro, silício e manganês, e permite ainda receber a adição de outras matérias primas. A composição dos nutrientes pode ser feita de forma personalizada de acordo com as necessidades da lavoura. O BAKS® conta com a tecnologia exclusiva MicroS, que proporciona a micronização do enxofre elementar, garantindo a maior performance do nutriente e uniformidade na aplicação. 

Já o Silício Forte conta com 25% de silício, com granulometria ultrafina. Também através de tecnologias exclusivas ele permite a aplicação mais uniforme garantindo a disponibilidade do nutriente para todas as plantas. 

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