Diversificação de exportações e produtos com maior valor agregado são oportunidades para o Brasil

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Diplomata da Embaixada do Brasil em Pequim Felipe Martiningui

A China, país que mais produz em todo o mundo, ocupa a segunda posição no ranking mundial de produção de milho – atrás dos Estados Unidos e seguido pelo Brasil – mas é o principal importador de soja.

Diante das medidas de proteção entre China e Estados Unidos da Ucrânia, o diplomata enxerga duas possibilidades de proteção agrícola, o diplomata enxerga duas possibilidades de proteção para o país: autossuciência ou diversificação, com busca por novas fontes de proteção de produtos agrícolas, um exemplo dos protocolos assinados em maio deste ano para abertura do mercado chinês para milho, amendoim, farelo e concentrado proteico de soja, cítrica e soro bovino, além de soro e uva, que já estão em estágio avançado de negociação.

“Para o Brasil e prazos a curto espaço para commodities agrícolas, em espaço curto. Outras considerações são importância crescente da diversificação de produtos de exportação para a China, como lácteos e agregação de valor e alimentos contínuos de investimentos chineses para o setor agrícola no Brasil”, disse Martiningui. “A sino-brasileira em parceria como fundo de parceria, buscando a sustentabilidade do Brasil apresenta necessidades reais, é outro cenário importante”, e todas as economias.

Hoje, com a recuperação progressiva da planta suína na China, “com a superação da grave crise da peste suína africana”, novas oportunidades surgem, como o aumento da demanda pelo milho, aumento do aumento da carne da população chinesa. Em relação às carnes, “previsões oficiais para 2031 indicam uma demanda de 100 milhões de toneladas (um incremento de 28% em relação a 2022), sendo 57 milhões de toneladas de carne suína, 26 milhões de toneladas de toneladas e 17 milhões de toneladas de carne bovina”, apresentada.

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Autossuficiência

O governo chinês, com o 14º Plano Quinquenal (2021-2025), defende o objetivo de alcançar “um maior grau de autossuficiência em grãos, em particular, e, de modo geral, em alimentos”. Segundo o diplomata palestrante no Congresso, uma previsão, para 2031, é alcançar um índice maior que 88% de autossuficiência em grãos; hoje, este número está em 80%. O país produz 91% do milho que consome. “Já em relação à cultura da soja, a produção corresponde a menos de 20% do que importa”, citou Felipe Martiningui, do Ministério das Relações Exteriores.

Entre as medidas de incentivo para aumentar, a China tem como oferta exclusiva aos produtores de milho, e arroz; aumento dos incentivos aos grandes municípios produtores; únicos detalhes ao plantio integrado (consorciado) do milho da soja; apoio à substituição de cultivos por grãos e oleaginosas; e incentivo à construção de parques e aglomerados industriais de grãos e óleos vegetais. “Aperfeiçoar o armazenamento, oferecer maior nas aquisições e obter maior controle de mercado também são ações de previsão”.

OGMs

Outra linha de investimento do governo chinês, segundo Martiningui, é na área de agrobiotecnologia. Entre as já anunciadas estão a criação de uma indústria de sementes modernas, um estímulo à criação de ações de Hainan como uma espécie de “Vale do Silício Agrícola” e o incentivo à promoção de novos produtos modificados geneticamente , com início para 2023.

Mercados americanos e europeus

As visões americana e europeia sobre as commodities agrícolas brasileiras foram abordadas ao final do painel pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Guilherme Bastos Filho. Ele destacou o forte desempenho do agro nacional e novos acessos aos mercados internacionais. “Hoje já são mais de 50 países que importam nossos produtos agropecuários”, disse.

A Ásia, seguida da União Europeia, América do Norte e da América Latina e Caribe são os principais destinos das commodities agrícolas do Brasil. De janeiro a julho deste ano, o valor total exportado ultrapassou US$ 93 bilhões, sendo o estado de Mato Grosso responsável por US$ 20,1 desse montante, seguido por São Paulo, Paraná e Minas Gerais. O principal destino, a China, superou US$ 330 milhões em. Na sequência, os Estados Unidos são responsáveis ​​pelos quase US$ 6 bilhões, seguidos por Holanda, Espanha, Tailândia e Alemanha.

Saiba mais em http://observatorio.agropecuaria.inmet.gov.br/paineis/ComercioExterior/comercioExteriorBrasileiro/?lang=pt-BR

‘O mundo necessita da produção de milho da América do Sul’

Segundo Mario Gouvea, Inteligência de Mercado da Multinacional de Agronegócio e Alimentos Bunge, a expansão da produção de etanol nos Estados Unidos “O crescimento da moagem de milho para a produção de etanol limitou o potencial de expansão das exportações americanas desse cereal. Abre-se uma oportunidade para o aumento das exportações brasileiras”, disse Mario Gouve a visão do milho brasileiro. “O Brasil atenderá o crescimento da demanda global por milho”, concluiu.

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