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Escolha e manejo das matrizes suínas impactam no desempenho da atividade

Divulgação

Leitoa, marrã, marroa, independentemente de como são conhecidas, essa categoria de suínos tem grande importância nos resultados de uma granja. Elas que serão preparadas para iniciar a vida reprodutiva, tornando-se responsáveis pelo crescimento do plantel, e precisam de total atenção por parte dos produtores.

O primeiro passo é buscar matrizes de um fornecedor idôneo que tenha uma granja multiplicadora registrada no Ministério da Agricultura (Mapa). Além de reduzir o risco de doenças no rebanho, essas unidades especializadas em reprodução sempre vão estar preocupadas em melhorar a genética dos animais. Nesse sentido, entra trabalho de empresas de reposição como a TopGen, marca brasileira especializada em genética suína, de Jaguariaíva/PR.

Segundo Beate von Staa, proprietária da marca, na TopGen todos os processos do criatório são controlados, possibilitando, por exemplo, o acesso ao registro genealógico que atesta a origem e a rastreabilidade dando total segurança aos clientes. “Essa rastreabilidade existe e é muito importante. Por isso, ao comprar de uma granja registrada, o produtor tem a certeza daquilo que está adquirindo, principalmente falando de linhagens puras”, destaca.

Ainda segundo a especialista, um erro muito comum cometido por produtores que querem economizar é utilizar animais de terminação, o que vai ocasionar um descompasso de produtividade. “Os suínos que são vendidos para abate precisam ter uma característica de ganho de peso e alta conversão, produzindo uma carcaça equilibrada e com pouca gordura, características estas que, dê certa forma, podem ser contrárias às de boas mães, isso não recomendamos”, diz. “O correto é utilizar uma boa fêmea com um macho terminador, que aí sim vai gerar leitões ideais para abate”, complementa Beate.

Manejo e cuidados

O grande problema de uma granja de suínos é o manejo. Se o produtor escolheu uma boa matriz, precisa zelar por sua saúde e bem-estar, pois esses cuidados serão fundamentais para o início da vida reprodutiva. Para o diagnóstico e sinais de cio, por exemplo, é preciso calma e muita atenção. O intervalo entre cios na fêmea suína é de aproximadamente 21 dias (variando de 18 a 24 dias). O recomendável é que seja feita a análise duas vezes por dia e com o intervalo entre as detecções, o mais próximo de 12 horas.

Porém, para satisfazer os horários de trabalho, sugere-se a primeira detecção às 7h00 e a segunda às 16h30, logo após o fornecimento das rações. Para que as marrãs manifestem precocemente o seu primeiro cio é preciso realizar o manejo de indução, promovendo o contato diário entre elas (a partir de 150 dias de idade) e machos adultos.

Contudo, deve-se alojar as leitoas distantes dos machos para obter os benefícios do efeito surpresa no manejo com os cachaços, evitando ao máximo a “baia de namoro”.

Entre as dicas estão:

  • Utilizar machos adultos: mais de 280 dias de idade, com interesse em estimular as fêmeas, ou seja, deve ser ativo. Também deve apresentar bom estado corporal e aparelho locomotor;
  • O macho deve entrar na baia: fazê-lo circular e ter contato focinho a focinho com todas as fêmeas da baia e uma pessoa estimulá-las fazendo pressão lombar;
  • Fazer rotação de machos: estímulos diferentes são importantes, pois cada macho tem seu cheiro próprio;
  • O manejo de estímulo com o macho deve durar de 10 a 15 minutos por baia.

Após emprenhadas, os cuidados devem seguir até o momento da cria. Segundo Beate, além do manejo, a formulação de uma dieta específica é fundamental para poder nutrir a fêmea (principalmente de primeiro parto) para produzir leite suficiente. “Geralmente, na primeira cobertura, elas são muito novas, tendo em média 240 dias de idade e ainda estão em fase de crescimento, assim, demandam um manejo nutricional completo e especial”, afirma.

Uma boa matriz, com um manejo eficiente, pode ter até dois anos e meio de vida reprodutiva com a média de 6 a 7 gestações por ano. O melhoramento genético da TopGen é beneficiado pela Seleção Genômica (SG) adotada pela SUISAG, empresa sediada na Suíça. O resultado dessa tecnologia é incorporado pela marca brasileira com importações regulares de material genético e entregando ao mercado maximização de valor com sustentabilidade.

A matriz Afrodite é considerada a mais completa do mercado. Com mais de 30 anos de seleção e melhoramento criterioso e consistente na realidade brasileira, a linhagem gerada pela TopGen é resultante da combinação de vários diferenciais. “A nossa genética se diferencia por gerar boa formação de aparelho mamário, suportando leitegadas grandes na gestação e no desmame, cascos resistentes que garantem a locomoção além longevidade e docilidade. Essa última, por sinal, é uma característica importante e pouco falada, a qual temos muita atenção. Uma matriz muito agitada produz menos leite, além disso, a chance de esmagar um leitão é maior”, acrescenta a proprietária.

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