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quarta-feira, julho 6, 2022
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Exportação de frutas atinge US$ 1,21 bilhão

Crédito Shutterstock

O Brasil alcançou recorde histórico de exportação de frutas em 2021, segundo apontam dados apresentados no Boletim Hortigranjeiro 2022, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
No ano, as exportações brasileiras de frutas foram superiores tanto em volume quanto em receita. O faturamento superou US$ 1,21 bilhão, sendo 20,39% acima do computado até dezembro de 2020. O volume total de frutas frescas enviadas ao exterior foi de 1,24 milhão de toneladas, superior em 18,13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Dentre as frutas mais exportadas pelo Brasil em 2021 estão: mangas, com US$ 248 milhões e 20% do total exportado no período; melões, com US$ 165 milhões e 14% de participação; uvas, com US$ 155,9 milhões e 13%; nozes e castanhas, com US$ 151,9 milhões e 13%; limões e limas, com US$ 123,8 milhões e 10% de participação.
As exportações das frutas nacionais em 2021 tiveram como principais destinos a União Europeia (48%), os Estados Unidos (16%), o Reino Unido (14%), a Argentina (4%) e o Canadá (3%).

Origem

A região sudeste é responsável por 40,87% de toda produção de frutas e hortaliças no País, de acordo com um estudo realizado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), seguida pela região nordeste, com 21,58% de participação.
Em seguida aparece a região sul (17,33%), a região norte com 14,46% e a região centro-oeste com 5,76%. A mesorregião do noroeste do Pará representa 4,64% da produção nacional frutas e hortaliças, com destaque para o açaí, cacau e mandioca.
A CNA informa que 77,5% da produção de laranja está no Estado de São Paulo, assim como 70,6% do limão. No Norte, 94% do açaí e 53,6% do cacau brasileiro são produzidos no Pará.
Na região nordeste, 39,8% da produção de manga está concentrada em Pernambuco, 61,2% do melão no Rio Grande do Norte e 60,7% do guaraná e 59,6% da graviola no Estado da Bahia. Já na região sul, o Rio Grande do Sul se destaca na produção de maçã (49,8%), pêssego (64,2%) e uva (51,2%).

De acordo com a assessora técnica da CNA, Letícia Fonseca, a produção nacional de frutas e hortaliças tem crescido em razão do desenvolvimento de tecnologias e sistemas de plantio mais eficientes, seja por meio de técnicas simples (como manejo integrado de pragas) ou mais rebuscadas (como uso de drones para o manejo de pragas, adubação e irrigação).

Exportação total de frutas

O volume exportado, considerando janeiro e fevereiro de 2022, foi de 175,2 mil toneladas, sendo 9,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado, com valor auferido de mais de US$ 146,7 milhões, 10,5% mais elevado.
Destaque para os aumentos consideráveis na exportação de melancias, limões e limas, bananas e mangas frente ao ano passado. Já os melões seguem como as frutas frescas mais exportadas pelo Brasil em quantidade: foram 62,1 mil toneladas nos dois primeiros meses do ano.
As vendas brasileiras vinham numa boa toada, com demanda internacional aquecida, qualidade das culturas e novos acordos bilaterais firmados, além da desvalorização cambial. No entanto, com a eclosão do conflito entre Rússia e Ucrânia, a fruticultura e horticultura estão entre os setores que podem ser duramente atingidos por causa do conflito, num contexto de aumento dos custos de produção (fertilizantes) e problemas de estiagem com safras na região sul (influência do fenômeno La Niña).

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