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domingo, janeiro 23, 2022
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Níquel ajuda no controle de doenças fúngicas da soja

Autores

Aldeir Ronaldo Silva Engenheiro agrônomo e doutorando em Fisiologia e Bioquímica de Planta – ESALQ/USPaldeironaldo@usp.br

João Pedro Ramos da Silva Engenheiro agrônomo – Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE) – joaopedro_r@outlook.com

Lavoura – Crédito Shutterstock

Há alguns anos atrás o níquel ainda não era considerado um elemento essencial, sendo tido até mesmo como tóxico para algumas plantas. Contudo, nos últimos anos foi comprovado que ele atende aos critérios de essencialidade, pois é componente da enzima uréase e também pelo fato de algumas leguminosas não conseguirem concluir seu ciclo de vida sem ele.

Além disso, por ser componente da enzima uréase, o Ni possui bastante importância no processo de reciclagem de nitrogênio na planta. A aplicação do Ni proporciona mudanças fisiológicas, como o acréscimo da atividade da enzima urease que está diretamente relacionada aos danos causados por patógenos.

Pesquisas têm mostrado o Ni fornecendo uma maior resistência para as plantas de soja em relação à ferrugem asiática, por exemplo. Entretanto, é importante destacar que o Ni não vai substituir um fungicida convencional – ele apenas possui o papel de atenuar os efeitos da ferrugem, podendo variar de acordo com o grau de infestação.

A técnica

O níquel é um importante elemento para a planta, pois auxilia no processo de fixação biológica. Entretanto, para o uso eficiente no controle de doenças fúngicas é necessário a aplicação de dose adequada.

O níquel é um elemento que, em alta dosagem, provoca toxicidade, enquanto sua ausência representa baixas produtividades e maior suscetibilidade ao toque de doenças fúngicas. Dessa forma, o primeiro ponto para implementar a técnica é escolher a dosagem adequada.

Outro fator importante para ser adotado no manejo é quanto à disponibilidade do níquel no solo. A maior disponibilidade do níquel para a planta ocorre em pH baixo, entre 5,1 e 5,6, quando há maior disponibilidade.

Outro fator que deve ser ressaltado é o conteúdo de matéria orgânica no solo, que aumenta a absorção do níquel e diminui as toxicidades.

Produtividade

O uso do níquel promove o incremento da produtividade por causa dos seus efeitos direto e indireto. O efeito direto está relacionado ao controle da incidência de ferrugem, o que possibilita às plantas maior atividade fotossintética por consequência aumento da produção.

No caso do efeito indireto, está o aumento da absorção de nitrogênio a partir do uso do níquel, já que o mesmo participa da regulação do processo de fixação de nitrogênio. A partir do aumento do nitrogênio absorvido pela planta, há aumento da concentração de clorofila, proteínas, aminoácidos e carboidrato. Todo esse aumento resulta no aumento da produtividade.

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