12.6 C
Uberlândia
quarta-feira, maio 29, 2024
- Publicidade -spot_img
InícioDestaquesNTS leva recuperação ambiental a mais de 1,1 mil hectares no Rio,...

NTS leva recuperação ambiental a mais de 1,1 mil hectares no Rio, MG e SP

Projetos de compensação ambiental administrados pela transportadora estão em estágio avançado; mais de 65% das iniciativas estão concluídas ou aguardam a análise final

Mais de 1 milhão de mudas de 120 diferentes espécies plantadas e um impacto positivo expressivo na fauna local, incluindo animais ameaçados de extinção. Esses são alguns dos resultados apurados pelos projetos de compensação ambiental administrados pela NTS – Nova Transportadora do Sudeste nas regiões onde opera com gasodutos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

Com mais de 1.100 hectares de áreas sob gestão, a companhia apresenta um bem sucedido projeto de recuperação ambiental em seus sete anos de existência. Mais de 65% das iniciativas estão concluídas ou aguardam a análise final do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

Nos projetos, há reinserção de árvores nativas, como é o caso da palmeira palmito-jussara nos parques estaduais Carlos Botelho, Intervales e Serra, com mais de 81,2 mil mudas e 1,1 mil quilos de sementes. O replantio ocorreu em áreas próximas ao Gastau (Gasoduto Caraguatatuba – Taubaté). Essa é uma espécie ameaçada de extinção, que tem forte elo com a fauna local e grande importância ecológica.

Já do ponto de vista da fauna, os benefícios também vêm sendo observados. Animais como o mico-leão dourado, que é ameaçado de extinção, e outros de maior porte, como jaguatiricas, antas, capivaras, suçuaranas e mãos-peladas, além de aves, já foram identificados na área e seguem vivendo em um ecossistema mais equilibrado.

Melhoria ambiental: análise temporal 2018/2023 mostra mudanças após replantio em área vizinha ao Gastau

“Acreditamos que a atividade econômica só faz sentido quando conectada com a população ao redor dos empreendimentos, assim como seus atributos ambientais. Assumimos algumas áreas em processo de recuperação e nos empenhamos em criar uma estratégia inovadora de ampliação e monitoramento. Trouxemos critérios qualitativos, além do uso de tecnologia. No caso do Gastau, por exemplo, as imagens realizadas por drones mostram o adensamento de vegetação da área sob compensação ambiental, assim como o contraste com seus arredores. Criou-se um tipo de “ilha verde” e refúgio natural para pássaros e demais espécies se abrigarem”, cita o diretor de Operações da NTS, Marcelo Saavedra. 

Áreas de manguezais

Além da mata, também estão sob os cuidados da empresa mais de 10 hectares com manguezais na Baía de Guanabara – berço da vida marinha na região. Neles, já podem ser observadas mudanças como restabelecimento de parte da vegetação típica da região e melhoria do ecossistema para a fauna. Entre as atividades que foram realizadas estão: melhoria do fluxo hidrológico com correção de canais, roçada de espécies invasoras, transplante e plantio de mudas pertencentes às três espécies arbóreas nativas da região. Atualmente, a área encontra-se na fase de manutenção e monitoramento. 

“Um dos principais indicativos que temos sobre a evolução do mangue é a baixíssima mortalidade das mudas e alguns pontos já com características de floresta densa. Atualmente, quase não precisamos realizar atividades de replantio na área, apenas manutenção”, afirma Marcelo.

Outros dois fatores importantes chamam a atenção na área: a espécie invasora antes identificada no local, a samambaia do brejo, já não tem mais força para atrapalhar o crescimento florestal e, recentemente, as equipes do projeto registraram o caranguejo-uçá, animal muito importante para a comunidade de pescadores locais. O caranguejo havia desaparecido da área devido ao nível de degradação e, agora, com a melhoria das condições, ele retornou e tem mais chances de reprodução e crescimento.

Manguezais em restauração pela NTS pertencem à Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim

O Ibama faz visitas de rotinas aos projetos. Em seu último boletim, cita também áreas relacionadas ao Gascar (Gasoduto Campinas-Rio). Os projetos restauraram mais de 53 hectares, em Áreas de Preservação Permanente (APP).

No município de Jaguariúna, a Fazenda São João do Atibaia também é um exemplo de como as ações impactam a flora local. Árvores como ingá, angico, quaresmeira e sangra d’água já fazem parte do cenário local, ajudando a restabelecer e assegurar a estabilidade do ecossistema.

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui
Captcha verification failed!
Falha na pontuação do usuário captcha. Por favor, entre em contato conosco!